União Europeia Macron também abre as portas ao Reino Unido se britânicos recuarem no Brexit  

Macron também abre as portas ao Reino Unido se britânicos recuarem no Brexit  

Emmanuel Macron e Wolfgang Schäuble abriram a porta para que o Reino Unido recue no Brexit, mas reconhecem que será muito difícil tal vir a acontecer.
Macron também abre as portas ao Reino Unido se britânicos recuarem no Brexit  
Nuno Carregueiro 13 de junho de 2017 às 22:30

Depois da Alemanha, agora a França. Apesar de o cenário não estar em cima da mesa e de ser muito inverosímil que venha a acontecer, os dois países piscaram o olho aos britânicos para recuarem no Brexit.

 

Uma mensagem que surge poucos dias depois das eleições legislativas que resultaram na perda da maioria dos conservadores de Theresa May no Parlamento britânico.

 

"Até as negociações [para o Brexit] não ficarem concluídas, a porta está sempre aberta" para um recuo, disse o novo presidente francês, Emmanuel Macron, numa conferência de imprensa após um encontro com a primeira-ministra britânica.

 

Macron alertou contudo que "a decisão soberana já foi tomada e respeito essa decisão" e que será mais difícil recuar depois das negociações terem início.

 

As declarações do presidente francês surgem depois de esta tarde a Bloomberg ter publicado uma entrevista com o ministro das Finanças, na qual Wolfgang Schäuble afirmou que se o Reino Unido voltasse atrás e chegasse à conclusão que já não queria sair da União Europeia, as portas estariam "abertas".

 

"Não é útil" especular sobre esse assunto, afirmou o ministro alemão. "Aceitamos com respeito. Mas se quisessem mudar a sua decisão, naturalmente, encontrariam as portas abertas".

  

As declarações de Schäuble e Macron surgem numa altura em que May enfrenta a oposição de muitos responsáveis do seu partido sobre a estratégia para o Brexit. Fragilizada pelos resultados das eleições, May está a ser pressionada para adoptar uma postura menos dura e optar pelo chamado Brexit suave.

 

A última pressão veio do seu antecessor no nº10 de Downing Street. Citado pelo Financial Times, David Cameron solicitou a May que opte por um Brexit mais suave e que ouça a opinião dos restantes partidos sobre qual a melhor estratégia a seguir, para que esta seja o mais consensual possível. 

 

Na conferência com Macron após o encontro em Paris, Theresa May reafirmou que o calendário para o Brexit se mantém e que as negociações com a União Europeia "começam na próxima semana", conforme o previsto.

 

A chefe do Governo britânico recordou que a decisão sobre a saída do Reino Unido da UE "está tomada".

 

O início das negociações formais do 'Brexit' está agendado para 19 de junho, mas o resultado das eleições legislativas britânicas de 8 de Junho chegou a colocar em causa o calendário previsto.




A sua opinião6
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 14.06.2017

O JdN que fique atento ao governo de Macron. Políticas muito boas, que se distinguirão pela sua justeza, do ponto de vista estritamente social, e pela sua visão, do ponto de vista estritamente económico, muito esclarecedoras e definitivas, estão para acontecer, primeiro em França e depois no resto da Eurozona. "We will gradually enter a time where having a lifetime employment based on tasks that are not justified will be less and less sustainable - we're actually already there." - Emmanuel Macron www.msn.com/en-gb/video/other/french-civil-servants-no-more-jobs-for-life/vi-AAeGlDD

comentários mais recentes
bazanga 14.06.2017

Se recuarem sem ser por referendo é sinal do espírito déspota que reina a UE actual.

Anónimo 14.06.2017

Portugal precisa de governos capazes de fazer o que Macron promete fazer ("Ingressaremos gradualmente numa época em que ter um emprego vitalício baseado em tarefas que não são justificadas será cada vez menos sustentável - na verdade já estamos lá." - Emmanuel Macron) e Schäuble afirma que Schröder já fez na Alemanha ("Alemanha e a França estavam praticamente ao mesmo nível em termos de performance económica em 2003, antes de o antigo chanceler Gerhard Schröder ter implementado uma reforma na área laboral." - Wolfgang Schäuble).

Anónimo 14.06.2017

O JdN que fique atento ao governo de Macron. Políticas muito boas, que se distinguirão pela sua justeza, do ponto de vista estritamente social, e pela sua visão, do ponto de vista estritamente económico, muito esclarecedoras e definitivas, estão para acontecer, primeiro em França e depois no resto da Eurozona. "We will gradually enter a time where having a lifetime employment based on tasks that are not justified will be less and less sustainable - we're actually already there." - Emmanuel Macron www.msn.com/en-gb/video/other/french-civil-servants-no-more-jobs-for-life/vi-AAeGlDD

Anónimo 14.06.2017

Na nomeação de Lacerda Machado para o Conselho de Administração da TAP, será que o 1º Ministro foi acessorado pelo seu acessor predilecto? Como o seu contrato só termina no fim de Junho, e como este não deve ser pessoa para fazer "gazeta", tudo leva crer que sim.

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub