Justiça Mais 42 arguidos na Operação Furacão

Mais 42 arguidos na Operação Furacão

O Ministério Público (MP) do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) deduziu acusação, no âmbito da "Operação Furacão", contra 42 arguidos, por factos susceptíveis de integrarem a prática de crimes de fraude fiscal qualificada.
Mais 42 arguidos na Operação Furacão
Lusa 08 de dezembro de 2016 às 15:27

As operações, que terão ocorrido entre 2001 e 2010, terão lesado o Estado num montante superior a 10 milhões de euros, segundo a página do DCIAP na internet.

 

Neste inquérito, foi investigada a criação e disponibilização de esquemas de facturação fraudulenta por parte de seis arguidos. Terão beneficiado destes esquemas, nos quais intervinha ainda um intermediário, também arguido, diversas empresas e pessoas singulares, sendo 35, igualmente, arguidas nos autos.

 

Num primeiro momento, estes esquemas fraudulentos visavam proporcionar a empresas nacionais a utilização de sociedades não residentes em Portugal como meras emitentes de facturas.

 

A facturação em causa, falsa, dizia respeito a serviços não prestados ou a compras reais mas, neste caso, apresentava valores superiores aos efectivamente devidos.

 

Com esta actuação, seriam aumentados de forma artificiosa os custos das sociedades nacionais, com a consequente diminuição dos proveitos a incluir nas declarações de imposto, em sede de Imposto sobre o Rendimento de pessoas Colectivas (IRC).

 

Posteriormente, os fundos assim gerados eram canalizados para entidades com sede em territórios offshore, dos quais eram beneficiários os sócios das empresas nacionais que, assim, também não declarariam estes rendimentos em sede de Imposto de Rendimento sobre Pessoas Singulares (IRS).

 

A denominada Operação Furacão iniciou-se em finais de 2005 com a realização de buscas a várias entidades bancárias (BES, BCP, BPN e Finibanco) e a descoberta de transferências que indiciavam a prática de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais, envolvendo pessoas e empresas portuguesas, muitas delas utilizando paraísos fiscais (off-shores) e outros mecanismos para fugir ao fisco.

 


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comentários mais recentes
Esquerda ou direita. Tudo igual 08.12.2016

Quando será que o povinho PAROLO ACORDA ?
Ainda pensam que isto se resolve com eleições,futebois e novelas?

mpro 08.12.2016

Todos comunistas, e pessoal de esquerda.

Anónimo 08.12.2016

O maior ladrão aqui é o fisco que anda sempre atrás das pessoas que trabalham......

Anónimo 08.12.2016

DEZ MILHÔES? SÒ? Devem estar enganados. Pelo menos dez mil milhões,porque a divida NACIONAL são 240 mil milhôes ora se lesaram o estado em 10 milhoes, ainda falta muito milhão.Terão que arranjar ainda uns 4.000 arguidos, se não forem mais?E esses milhoes terão que aparecer em algum lado.São da Nação

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