Função Pública Mais de 8 mil novos funcionários públicos entre Abril e Junho face a 2016

Mais de 8 mil novos funcionários públicos entre Abril e Junho face a 2016

O número de funcionários públicos aumentou 1,3% no segundo trimestre deste ano, face a igual período de 2016, para 668.043 postos de trabalho, de acordo com a Síntese Estatística do Emprego Público.
Mais de 8 mil novos funcionários públicos entre Abril e Junho face a 2016
Bruno Simão/Negócios
Lusa 16 de agosto de 2017 às 11:40
Segundo o documento, em 30 de Junho, o emprego no sector das administrações públicas situava-se em 668.043 postos de trabalho, "revelando um aumento de cerca de 1,3% em termos homólogos, correspondendo a mais 8.365 postos de trabalho".

Em comparação com o final do trimestre anterior, o emprego nas administrações públicas diminuiu 1.197 postos de trabalho (-0,2%), "em resultado da quebra do emprego na administração central" (menos 1.824 postos de trabalho, correspondentes a uma queda de 0,4%).

Esta diminuição foi resultado, essencialmente, da cessação, no final do ano lectivo, de contratos de trabalhadores nos estabelecimentos de ensino básico e secundário, em particular, técnicos superiores para actividades de enriquecimento curricular (AEC), assistentes operacionais e docentes, justifica.

A publicação trimestral, através da qual a Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP) divulga informação estatística sobre o emprego público, sublinha ainda, neste período, a saída definitiva de médicos nos estabelecimentos de prestação de cuidados de saúde, Entidades Públicas Empresariais e Agrupamentos de Centros de Saúde do Ministério da Saúde, por motivos de extinção da relação jurídica de emprego ou caducidade de contrato, entre outros.

Por outro lado, o aumento de emprego, no trimestre, no Ministério da Administração Interna (1,5%) decorre principalmente de novos contratos a termo de vigilantes da floresta na GNR para as operações de prevenção de incêndios durante o verão e no Ministério da Justiça (2,9%) do recrutamento de novos guardas prisionais.

O emprego por subsectores das administrações públicas manteve uma estrutura idêntica à do trimestre anterior, com 76,2% dos trabalhadores a encontrarem-se em entidades da administração central, 16,7% na administração local e 5,6% na administração regional autónoma.

Com um peso na população total de cerca de 6,5% (rácio de administração), o emprego no sector das administrações públicas representava, no final do segundo trimestre, cerca de 12,8% da população activa e de 14% da população empregada.

Por outro lado, refere, seis em cada 10 trabalhadores das administrações públicas são mulheres, "mantendo uma elevada taxa de feminização no sector, acima do mesmo indicador para o total da população activa".

Na mesma data, as mulheres trabalhadoras nas administrações públicas representavam 15,6% da população activa do mesmo sexo.

Os dados revelam também que, em Abril de 2017, o valor da remuneração base média mensal dos trabalhadores a tempo completo no sector das administrações públicas situava-se em cerca de 1.461,3 euros, correspondendo a uma variação global média de 0,3% em relação ao mês de referência do trimestre precedente (Janeiro) e a uma variação homóloga de 2%, "por efeito conjugado do impacto das políticas remuneratórias" e "da entrada e saída de trabalhadores com diferentes níveis remuneratórios".

O ganho médio mensal nas administrações públicas foi assim estimado, para Abril de 2017, em 1.677,2 euros, indiciando uma queda no trimestre de 0,3% e a variação homóloga de 2%.



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mais votado Anónimo Há 4 dias

O governo Holandês de Mark Rutte, eleito em 2010, reduziu em 12% o número de colaboradores do sector público holandês num mercado laboral já de si tão flexível. Não o fez por maldade ou mania. O processo está ainda em marcha, como o estará em França e tantos outros lugares. A irracionalidade, a fantasia e a manha são apanágio das forças sindicais e outros lóbis corporativos anti-mercado, anti-equidade e anti-sustentabilidade. Fê-lo com base nos mais correctos, adequados e facilmente justificáveis princípios da boa gestão moderna e da mais elementar racionalidade económica que permitem e fomentam a criação de valor. O putativo Rutte português, àquela época, poderia chamar-se Sócrates ou Passos. Portugal teve a sua oportunidade para se modernizar e desenvolver de modo sustentável e jogou-a fora mais uma vez... "Dutch to cut up to 12 percent of civil service jobs in five years" http://uk.reuters.com/article/uk-dutch-government-jobs-idUKBRE94M0N520130523

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Anónimo Há 4 dias

A Holanda é tão mais orientada para o mercado, tão amigável para os negócios e empresas, e tem um mercado laboral tão mais flexível e um mercado de capitais tão mais forte e dinâmico, que até diversos artistas portugueses de esquerda e extrema esquerda têm, a par com várias sociedades empresariais portuguesas, relocalizado a sua residência fiscal para lá. Isto quer dizer alguma coisa certamente sobre quem são os estúpidos ou os espoliados no meio desta história toda...

Anónimo Há 4 dias

Este governo é medíocre. Estragou tudo o que a troika andou a fazer e impediu que mais reformas importantes fossem implementadas. As economias bálticas do leste que estavam atrás de Portugal em nível de desenvolvimento continuarão a crescer até ultrapassarem a portuguesa, tal como a Eslovénia e os Checos fizeram e a Eslováquia vai imitar. A Holanda, há muito noutro patamar, cresce o mesmo e não se deixa apanhar. Irlanda, Chipre e Espanha sempre à nossa frente. Desempenho péssimo por culpa da geringonça. Perspectivas de futuro sombrias para os portugueses. Mais uma oportunidade perdida por culpa própria.

Anónimo Há 4 dias

Entre 2011 e 2015, a função pública perdeu 69064 pessoas das 100 mil identificadas como colaboradores excedentários, uma redução de 9%. Não houve despedimentos. Não se fez gestão de recursos humanos porque a lei e os tribunais não deixaram. Ofereceram-se reformas antecipadas, saídas voluntárias com indemnização segundo a lei em vigor, licenças sem vencimento, mas não se pôde despedir excedentários onde eles existiam. Foi um processo caro e ineficiente porque gestão de recursos humanos implica que quem fica e quem é convidado a sair seja escolhido com base em critérios rigorosos bem definidos que vão ao encontro das necessidades e expectativas do empregador de acordo com a sua missão, visão e real propósito que não é seguramente empregar colaboradores. Foi o que se conseguiu numa jurisdição, cultura e sociedade como a portuguesa. Contudo, de lá para cá esse número tem vindo a reduzir-se. A este ritmo, no final das legislaturas socialistas o saldo será positivo tendo por base 2011.

És chato Há 4 dias

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