União Europeia Mais de metade dos britânicos desaprova postura de May nas negociações do Brexit

Mais de metade dos britânicos desaprova postura de May nas negociações do Brexit

Uma sondagem mostra que o desagrado da população com a condução das negociações aumentou de 46%, em Junho, para 61% no início de Agosto.
Mais de metade dos britânicos desaprova postura de May nas negociações do Brexit
Negócios com Reuters 07 de agosto de 2017 às 10:54

Uma sondagem da ORB mostra que 61% dos britânicos desaprova a forma como a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, está a conduzir as negociações sobre o Brexit.

 

O país tem menos de dois anos para negociar os termos do divórcio e as condições da futura relação entre o Reino Unido e a União Europeia, antes de abandonar o bloco regional, em Março de 2019.

 

A sondagem realizada entre os dias 2 e 3 de Agosto mostra que o desagrado da população tem vindo a aumentar já que em Junho se situava em 46% e, no mês seguinte, em 56%.

 

As primeiras duas rondas negociais entre o Reino Unido e a União Europeia não resultaram em avanços significativos. No passado dia 20 de Julho, depois de quase uma semana de conversações, Michel Barnier, chefe da equipa negocial da UE, avisou que persiste uma "divergência fundamental" relativamente aos direitos dos cidadãos expatriados no pós-Brexit.

 

Além desta questão há outros temas a dividir Bruxelas e Londres, como é o caso do enquadramento legal que regulará o funcionamento da fronteira entre as duas Irlandas e o valor da factura a pagar pelo Reino Unido no âmbito do Brexit.

 

Este fim-de-semana, o "The Sunday Telegraph" avançou que o governo britânico estaria disposto a pagar 36 mil milhões de libras (40 mil milhões de euros) a Bruxelas, uma notícia que já foi desmentida por um membro do Executivo não identificado pela Reuters, que a apelidou de "especulação".

 

No Twitter, Jacob Rees-Mogg, deputado conservador, garantiu que "não há qualquer lógica neste valor" enquanto John Redwood afirmou, em declarações à LBC que "legalmente, não devemos nada". "Não há absolutamente nenhuma exigência legal ou política de oferecermos alguma coisa, de todo, ponto final", acrescentou.




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo 07.08.2017

UMA VERGONHA - A família Real está caladinha, não toma posição não diz nada... entretanto o que estará a acontecer com as fortunas nas offshores inglesas? Estarão os milhões a transitar de uns lados para os outros de forma a fugirem ao rombo do Brexit ... é que a classe média está condenada...

pub
pub
pub
pub