Mercado de Trabalho Mapa: Desemprego em Portugal já é inferior ao da Finlândia

Mapa: Desemprego em Portugal já é inferior ao da Finlândia

A descida rápida do desemprego em Portugal permite ao país descer no "ranking" dos países com as taxas mais elevadas na União Europeia. Veja os dados de todos os países no mapa.
Nuno Carregueiro 09 de janeiro de 2018 às 16:00

Portugal foi o segundo país da União Europeia onde a taxa de desemprego mais desceu em Novembro de 2017, quando comparado com o período homólogo de 2016.

 

Uma evolução que permite a Portugal descer no ranking dos países com a taxa de desemprego mais elevada da União Europeia.

 

No pico da crise ocupava a terceira posição, só atrás da Grécia e Espanha. Em Novembro de 2017 surge na oitava posição e já meio ponto percentual abaixo da Zona Euro, onde a taxa atingiu um mínimo desde Janeiro de 2009 nos 8,7%. Nesse mês, de acordo com os dados revelados esta terça-feira pelo Eurostat, superou a Finlândia, que registou uma taxa de desemprego de 8,4%. Em Outubro a taxa de desemprego em Portugal e na Finlândia era de 8,4%.

 

Se em Portugal a taxa de desemprego desceu 2,3 pontos percentuais desde Novembro de 2016, na Finlândia caiu apenas quatro décimas nesses 12 meses.

 

Com taxas de desemprego acima de Portugal permanecem a Grécia (20,5% em Setembro), Espanha (16,7%), Chipre (11%), Itália (11%), Croácia (10,4%) e França (9,2%).

 

Portugal está agora mais perto de descer outra posição no "ranking" dos países da UE com taxas mais elevadas, já que a Letónia regista 8,1%, apenas menos uma décima do que em Portugal. 

No mapa em cima veja os dados do desemprego de todos os países da UE. Carregue num país para ver a evolução nos últimos 12 meses. 

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mais votado Anónimo Há 1 semana

As Holandas, Finlândias, Irlandas, Taiwans, Israeis, Noruegas e Dinamarcas deste mundo andam a criar as próximas empresas líderes mundiais nos sectores da IA, robótica, renováveis, nanotecnologia... e pelo meio ainda têm tempo e recursos para emitirem dívida com juro negativo e pensarem em Fundos Soberanos, mostrando assim o seu respeito e cuidado para com todas as gerações e classes de cidadãos. Os Portugais deste mundo gizam mais formas rocambolescas para onerar parte dos cidadãos, em especial os que criam valor orientado por e para o mercado, de modo a subsidiar o nível de vida de assalariados-votantes do universo do Estado cujas tarefas e remunerações já nem têm qualquer razão de ser ou cabimento.

comentários mais recentes
Anónimo Há 5 dias

Que Bom! Está tudo imigrado! com salários miseráveis e estágios, mas que boa notícia! Criar empresas e estimular os jovens e coisa para outros países... Isto está um país de velhos! Afinal só passaram 7 anos de crise e vamos para 10... Se vivermos 70 anos ! que felicidade!

Silva Há 1 semana

Pais de sopeiras, empregados de mesa e call centers das multinacionais francesas, alemãs e suíças. Colónia dos interesses, onde o cidadão é oprimido, subjugado e punido para salvaguardar terceiros. Não pode plantar opio nem canábis para fins medicinais, para garantir lucro ás multinacionais farmaceu

Anónimo Há 1 semana

Na Finlândia, onde se despede excedentários com facilidade, e onde se nutre o investimento e acarinha o mercado de capitais, estão muito mais avançados na criação de valor. Mas muito muito mais. E nem é preciso falar na Nokia. "Apple acquires Finnish sleep tracking tech firm Beddit" https://venturebeat.com/2017/05/10/apple-acquires-finnish-sleep-tracking-tech-firm-beddit/

Anónimo Há 1 semana

Na Finlândia, os sindicatos, as empresas e o governo sentaram-se a uma mesma mesa e concluíram o que sempre souberam ser a verdade, ou seja, que a riqueza, o elevado nível de vida e a criação de valor não se decretam. O que se decreta é que as forças de mercado, os avanços tecnológicos e os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos não podem ser postas em causa por motivações iníquas, injutificáveis e insustentáveis afectas a determinados grupos de interesse sindical ou corporativo. É o oposto da mentalidade portuguesa e grega: "the heart of the deal is that pay and employment costs will be determined by four factors: productivity, public sector sustainability, employment and competitiveness." yle.fi/uutiset/osasto/news/union_confederation_accepts_finnish_model/8736547

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