Política Marcelo aguarda pela "resposta rápida e exaustiva" sobre Pedrógão Grande

Marcelo aguarda pela "resposta rápida e exaustiva" sobre Pedrógão Grande

O Presidente da República, que começou a enfrentar a tragédia de Pedrógão Grande dizendo que o que se fez foi o "máximo" que podia ter sido feito, pede agora resposta sobre "responsabilidades" no incêndio que matou 64 pessoas.
Marcelo aguarda pela "resposta rápida e exaustiva" sobre Pedrógão Grande
Vítor Mota
Diogo Cavaleiro 17 de julho de 2017 às 09:57

O Presidente da República veio a terreno dizer que são necessárias respostas rápidas para perceber o que se passou a 17 de Junho, data em que deflagrou o incêndio em Pedrógão Grande que vitimou mortalmente 64 pessoas.

 

"Depois de termos vivido uma dor sem medida perante uma tragédia quase sem precedente na história do Portugal Democrático, aguardamos pela resposta rápida e exaustiva às interrogações sobre factos e responsabilidades", indica a nota escrita esta segunda-feira, 17 de Julho, um mês depois da tragédia, colocada no site da Presidência da República.

 

Neste momento, continua sem haver uma resposta definitiva sobre o que aconteceu em Pedrógão. No dia 18, nas primeiras declarações quando ainda se tentava perceber a dimensão da tragédia, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que "o que se fez foi o máximo que se podia fazer". Neste momento, o Presidente pede atribuição de responsabilidades. 

 

Após o incêndio, começaram a surgir indicações que colocavam em causa a coordenação das operações, nomeadamente por conta do serviço do SIRESP, o sistema de comunicações de emergência, que não terá funcionado durante inúmeros momentos naquele sábado.

 

O Parlamento criou uma comissão técnica, sendo que o Governo também está a promover as suas averiguações. Pedro Nuno Santos, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, deu uma entrevista ao Público e à Renascença, no início deste mês, em que declarou que o Executivo não iria esperar pelos trabalhos da comissão para tirar conclusões. De qualquer forma, também colocou alguns travões ao que vier a ser descoberto: O objectivo de uma investigação não é fazer rolar cabeças. Um inquérito ou uma investigação deve servir para aprendermos e corrigirmos".

 

Na nota, onde pede a resposta rápida sobre o que se passou, Marcelo sublinhou que o país deve "louvar o espírito nacional de entreajuda e de reconstrução, que muito tem contribuído para que seja mais rápida a recuperação das pessoas e comunidades atingidas pela tragédia". Segundo o Chefe de Estado, nestes dois pontos deve haver uma "visão nacional, sempre demonstrada pela pátria, ao longo dos séculos, perante as adversidades mais pesadas e complexas"

 

"O Presidente da República agradece as sugestões, opiniões, palavras de solidariedade e votos de pesar que lhe foram dirigidos pelos Portugueses na sequência dos incêndios na região centro de Portugal e, em particular da tragédia de 17 de Junho, faz hoje um mês", avança ainda o comunicado. 

O regulamento que permite o apoio às populações que foram afectadas pelos incêndios foi publicado neste sábado, a dois dias de se completar um mês do início do incêndio. 




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mais votado Anónimo 17.07.2017

Para salvar o excedentarismo de carreira ou "a dignificação" da alocação vitalícia de factor produtivo trabalho sem qualquer procura e justificação no sector público o governo PS reduziu o investimento público em bens de capital necessários em áreas muito importantes com crescente procura e incontestável pertinência. Por isso, enquanto alguns portugueses têm uma panóplia de exorbitantes e inusitados direitos adquiridos, outros portugueses têm agora direito ao crematório público como o de Pedrógão, a pagar o supermercado de armas de guerra para criminosos como o de Tancos e a ambulâncias do INEM paradas à noite por esse país fora... Que mais avanços "a pensar nas pessoas" estarão para chegar a Portugal devido à constituição socialista, à anacrónica lei laboral e ao sindicalismo troglodita? Viva a Frente Comum. Viva o socialismo lusitano e o fim da austeridade.

comentários mais recentes
Anónimo 17.07.2017

A PC só existe porque existem fogos.Os seus elementos cheios de galões e estrelas não percebem nada do assunto. Veja-se o que se passa em Alijó, se não fossem as populações, coitadas das aldeias.Porque têm de existir fogos?Porque existe uma teia de interesses à sua volta, PC incluída.Incêndios/VERGO

Anónimo 17.07.2017

A modernização, através do investimento em bens de capital, não se faz e a vida das pessoas fica em perigo para se salvarem carreiras que já não têm qualquer razão de ser.

Anónimo 17.07.2017

A geringonça anda a laborar em rotundos erros. Costa, estás out. Centeno, andas a atirar completamente ao lado. Marcelo, ensandeceste de vez.

Anónimo 17.07.2017

A redução de custos anuais no sector público através do sistema de mobilidade especial ou requalificação dava para ter os paióis vigiados, seguros e protegidos e pagar uma frota de meios aéreos de combate e prevenção de incêndios todos os anos assim como a constituição e manutenção de um bom parque de maquinaria silvícola para limpar zonas problemáticas como a área envolvente daquela recta-crematório da morte. Pedrógão e Tancos não foram uma inevitabilidade! Pedrógão e Tancos são os custos da política assassina da defesa do excedentarismo de carreira sindicalizado.

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