Política Marcelo: "Coligação de esquerdas superou as expectativas"

Marcelo: "Coligação de esquerdas superou as expectativas"

"Há que ir mais longe no crescimento e reformas estruturais da administração" pública, sublinha o Presidente da República em entrevista ao El País.
Marcelo: "Coligação de esquerdas superou as expectativas"
Miguel Baltazar
Lusa 11 de fevereiro de 2017 às 23:57

O Presidente da República considera que em Portugal "a coligação de esquerdas superou as expetativas", numa entrevista ao El País divulgada hoje no portal do diário espanhol e que deverá ser publicada na edição em papel de domingo.


"Portugal vive uma experiência inédita", afirma Marcelo Rebelo de Sousa, acrescentando que "ninguém sabia como se iria desenvolver o compromisso à volta do programa de esquerda moderada do Partido Socialista com partidos que, em teoria, têm dúvidas sobre a NATO, sobre o euro, sobre as políticas económicas de Bruxelas".


O chefe de Estado explica que, "depois dos primeiros meses difíceis", com um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) quase nulo, "o Governo demonstrou que mantinha o défice controlado", havendo "uma recuperação do emprego e um maior crescimento do PIB".


"Porquê? Porque o Governo decidiu com as negociações do orçamento de 2016 aceitar o essencial do compromisso europeu de Bruxelas", conclui Marcelo Rebelo de Sousa.


O artigo do El País refere que o Presidente da República portuguesa é uma figura "atípica", que cumpriu o que prometeu na campanha eleitoral: "construir pontes, fechar feridas".


Marcelo Rebelo de Sousa observa que o Governo português tinha "um complexo problema bancário" e "muitos problemas conjuntos", mas deu "passos para a frente" e foram "superadas as expectativas iniciais".


"Agora, há que ir mais longe no crescimento e reformas estruturais da administração" pública, sublinha.


Marcelo Rebelo de Sousa considera que "o Presidente tinha de mostrar uma posição de apoio ao Governo" - não um "apoio incondicional", mas um apoio "com condições claras" - e que houve "um ambiente distendido, não tão crispado, uma boa cooperação entre Presidente, Governo e parlamento".


O chefe de Estado defende que Portugal e Espanha têm de ser "um exemplo de estabilidade política e económica", numa altura em que noutros países europeus "há dúvidas sobre políticas europeias essenciais".


"O egoísmo dos tempos de crise, que cerra portas, não abre novas perspectivas num momento em que é necessária a inovação. Necessitamos de mais cultura política", afirma.


Por outro lado, Marcelo Rebelo de Sousa minimiza o diferendo entre Portugal e Espanha sobre a central nuclear de Almaraz: "Não há uma família em que os irmãos ou os cônjuges não tenham um ponto, dois pontos de divergência. Há que resolvê-los. Não é um drama", afirmou.


A 16 de Janeiro, Portugal apresentou à Comissão Europeia, em Bruxelas, uma queixa relacionada com a decisão espanhola de construir um armazém de resíduos nucleares em Almaraz, sem avaliar o impacto ambiental transfronteiriço.


O Governo português defende que, no projecto de um aterro de resíduos junto à central nuclear de Almaraz, "não foram avaliados os impactos transfronteiriços", o que está contra as regras europeias.


Os ambientalistas portugueses e espanhóis estão contra o prolongamento da licença de exploração de Almaraz e desconfiam que a decisão de construção desse aterro seja o primeiro passo para prolongar a vida da central para além de 2020.

 




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comentários mais recentes
Bela Há 2 semanas

Marcelo tem comportamento igual a um alto politic daescandinavia mas so um povo subserviente como o nosso e que nao da valor

suiriri Há 2 semanas

Mais uma vez Marcelo Rebelo de Sousa mostrou grande sentido de responsabilidade, um verdadeiro humanista e patriota. Portugal está de parabens por ter este Presidente da República numa época de crise e de empobrecimento conseguindo transmitir alguma esperança no futuro apesar do que se passa na Europa e no mundo

O Marcelo sonha com o tição Costa! Só pode! Há 2 semanas

Tudo o q o tição enfarruscado Costa faz, tem elogios por Marcelo! Não haverá um conselheiro q tenha noção do ridículo e avise o Marcelo q não se cole demasiado ao tição Costa!? É q assim não vai ter margem de manobra quando tiver q actuar! Começou com 19 valores mas com estas colagens vale 11!

O Martelo ainda vai sair CHAMUSCADO! Há 2 semanas

A geringonça golpista comunista aumentou num ano a Dívida Pública em mais 10 mil milhões de €, e o Martelo anda com o tição Costa ao colo, parece impossível! Votei no Martelo mas começo a ficar arrependido! É só afectos e beijinhos, está em todo o lado, mais parece um ministro geringonceiro!

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