Justiça Marcelo apela a colaboração "escrupulosa" das Forças Armadas no caso dos comandos

Marcelo apela a colaboração "escrupulosa" das Forças Armadas no caso dos comandos

O Presidente da República espera que as Forças Armadas colaborem na investigação à morte dos comandos, um dia depois de a Polícia Judiciária Militar ter detido sete militares.
Marcelo apela a colaboração "escrupulosa" das Forças Armadas no caso dos comandos
Bruno Simão/Negócios
Negócios 18 de Novembro de 2016 às 18:06

Marcelo Rebelo de Sousa instou as Forças Armadas a colaborarem com a investigação judicial à morte dos dois instruendos do 127º Curso de Comandos, ocorrida no início de Setembro.

Num comunicado publicado esta sexta-feira, 18 de Novembro, no site da Presidência da República, o chefe de Estado, que é também Comandante Supremo das Forças Armadas, recorda que, após "as trágicas mortes", "apoiou o empenho do Ministro da Defesa Nacional e a decisão do Chefe do Estado-Maior do Exército no sentido de proceder ao apuramento integral da verdade, não esperando por eventual investigação judicial".

Da mesma forma, considera agora que a investigação "deve merecer escrupulosa colaboração, por parte das Forças Armadas", imposta pela história e prestígio da instituição como elemento estruturante da identidade nacional.

"Tal como impõem a não confusão entre o imperativo apuramento da verdade e o reconhecimento do relevante papel cometido ao Regimento de Comandos", acrescenta o comunicado.

A Presidência da República pronuncia-se deste forma um dia depois de esta semana a Polícia Judiciária Militar ter detido sete militares no âmbito de investigação liderada pela procuradora Cândida Vilar, do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa.

"Estes militares são suspeitos da prática de crimes de abuso de autoridade por ofensa à integridade física (art.º 93.º do Código de Justiça Militar). Na sequência das detenções serão presentes ao juiz de Instrução Criminal para aplicação de medidas de coação. Para além dos sete visados pelos mandados de detenção, o processo tem dois outros arguidos constituídos, também estes militares", refere o comunicado enviado ontem às redacções pelo Gabinete da Procuradora-Geral da República. 




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