Economia Marcelo considera que há uma "viragem histórica" na empresa Arsenal do Alfeite

Marcelo considera que há uma "viragem histórica" na empresa Arsenal do Alfeite

O Presidente da República disse esta quinta-feira que "o Governo está apostado no futuro da Arsenal do Alfeite" e que está em curso "uma viragem histórica" nesta empresa de construção naval de capitais exclusivamente públicos.
Marcelo considera que há uma "viragem histórica" na empresa Arsenal do Alfeite
Cofina Media
Lusa 06 de julho de 2017 às 20:31

Marcelo Rebelo de Sousa visitou esta quinta-feira à tarde, durante cerca de duas horas e meia, a Arsenal do Alfeite S.A., situada na Base Naval de Lisboa, que segundo a administração da empresa, há 45 anos não recebia a visita de um Presidente da República.

 

O chefe de Estado afirmou que a sua presença se destinava a apoiar, "como Presidente da República e como Comandante Supremo das Forças Armadas, a obra que está em curso, a viragem histórica que está em curso", e a "certificar que existe futuro" para esta empresa naval.

 

"Já começou esta viragem, porque, como foi aqui dito, o Governo está apostado no futuro do Arsenal do Alfeite, e porque há uma linha de rumo para os próximos anos", defendeu, acrescentando: "Desenganem-se aqueles que pensavam que estavam contados os dias do Arsenal. Não estão. Haverá muitos mais dias no futuro do que os muitos dias do passado".

 

Estava previsto, mas não se confirmou, que o ministro da Defesa, José Azeredo Lopes, também acompanhasse esta visita.

 

No final, questionado sobre a razão para esta ausência, o chefe de Estado respondeu aos jornalistas: "Não me venham perguntar isso. Temos aqui a senhora ministra do Mar, temos o senhor secretário de Estado da Defesa, que, aliás, falou".

 

Fonte oficial do gabinete do ministro da Defesa disse à agência Lusa que este esteve ausente "por impossibilidade de agenda e por estar a preparar a audição de sexta-feira no parlamento".

 

Marcelo Rebelo de Sousa foi também interrogado sobre o furto do material de guerra em Tancos e sobre a resposta do primeiro-ministro a questões do CDS-PP sobre os recentes incêndios na região centro, mas escusou-se a responder a "outras questões" não relacionadas com o Arsenal do Alfeite.

 

"No próximo sábado lá estarei outra vez em Pedrógão, e estive em Castanheira de Pera há poucos dias. Não posso comentar o que não conheço. Não conheço a resposta do primeiro-ministro, não posso comentar", justificou.

 

A sua visita à empresa Arsenal do Alfeite começou pela Sala do Risco, pavilhão onde eram desenhadas as peças dos navios em tamanho real, e terminou na Doca Seca.

 

Numa curta intervenção, o secretário de Estado da Defesa voltou a salientar a possibilidade de esta empresa naval "vir a fazer a reparação, a modernização, a manutenção de submarinos para outras marinhas", referindo que "um conjunto de operários e de pessoal do Alfeite já está em formação na Alemanha".

 

"É sobretudo um salto tecnológico de enorme dimensão que o Arsenal pode dar. Esse salto já está em curso", acrescentou, considerando que esta "é uma oportunidade como provavelmente o Arsenal não terá encontrado nas últimas décadas da sua existência".

 

Em nome do Governo, Marcos Perestrello agradeceu "o apoio que o senhor Presidente da República vem aqui hoje expressar, neste momento decisivo para a vida do Arsenal do Alfeite".

 

No seguimento destas palavras, o Presidente da República prestou "homenagem ao passado ao passado histórico" desta instituição e deixou "uma mensagem simbólica" sobre o seu futuro. "Não só o Arsenal não vai parar, como vai ter - disse o senhor secretário de Estado, e muito bem - um futuro, se possível, para além daquilo que muitos sonharam ou esperaram ou imaginaram durante os últimos anos ", declarou.

 

Marcelo Rebelo de Sousa referiu que noutras instituições o futuro "é bem mais complicado", mas "aqui não", porque "se está a pensar no futuro a sério" e "há uma missão, há uma estratégia" a prazo, com uma aposta na internacionalização e "investimentos significativos" em infra-estruturas. "O Presidente da República veio aqui certificar que existe futuro", concluiu.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Nacionalizar ou estatizar o que supostamente seria admissível de ser nacionalizado ou estatizado numa óptica de serviço público e interesse nacional e incorporado no Sector Empresarial do Estado, como utilities, serviço postal, transportadora de bandeira, banco estatal, arsenal ou empresa de telecomunicações, é problemático em Portugal porque o Estado é mau gestor e segundo a versão oficial desse mesmo Estado, e seus sindicatos, se convencionou que não existe, existiu ou alguma vez existirá excedentarismo porque o mirabolante mote diz que não existem forças de mercado do sector público para dentro e por isso não se pode reestruturar uma organização portuguesa com recurso a despedimentos ou desalocação de oneroso factor produtivo trabalho que seja desnecessário e injustificável à luz dos mais básicos e elementares princípios da boa gestão lean, da racionalidade económica, do avanço tecnológico e das condições de oferta e procura reais existentes em dado momento ou período de tempo.

Anónimo Há 2 semanas

Quem defende o excedentarismo faz parte do problema de equidade e sustentabilidade que Estado, economia e sociedade portuguesas vivem, e não da solução. A banca de retalho tradicional defende o excedentarismo porque todo o seu modelo de negócio assenta sobre ele, à semelhança de toda a estratégia dos políticos eleitoralistas irresponsáveis.

Mais uma negociata com prejuizos para o Tuga. Há 2 semanas

Tal como em Alverca,e as negociatas de Embraer. Tudo boas negociatas para a Gang que se Banqueteia a cerca de 40 anos.E ainda continuais a acreditar em Milagres e no Pai do Natal? Fechem para ferias, e que as Elites morram todas afogados. Me Poupem ta, e nem sacaneia califa de ladroes.

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