Política Marcelo: Défice abaixo de 2,3% "é em larga medida obra deste governo"

Marcelo: Défice abaixo de 2,3% "é em larga medida obra deste governo"

O Presidente da República colocou mérito da descida do défice nas mãos do Executivo Passos-Portas, mas acrescentou que "em larga medida" essa correcção cabe ao Executivo de António Costa.
Marcelo: Défice abaixo de 2,3% "é em larga medida obra deste governo"
Miguel Baltazar
Paulo Zacarias Gomes 07 de fevereiro de 2017 às 13:38

O Presidente da República afirma que a redução do défice ao longo dos últimos anos é mérito do Governo anterior - PSD-CDS - mas que "é, em larga medida, obra deste Governo".


Marcelo Rebelo de Sousa, que falava esta terça-feira, 7 de Fevereiro, aos jornalistas no final da entrega das "Medalhas de Honra das Mulheres da Ciência" em declarações transmitidas pela TVI 24, respondia a perguntas sobre os "sinais de alerta" deixados por instituições económicas.

"Eu acho que o importante é que há um ano, quando assumi funções, muitos diziam ‘é impossível ter um défice inferior a 3% em 2016, é rigorosamente e matematicamente impossível’," afirmou.

Uma expressão próxima da utilizada pela anterior ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, já depois de o PSD passar à oposição. Em Setembro do ano passado, em declarações ao programa Negócios da Semana, na SIC Notícias, a vice-presidente do partido, considerava que "aritmeticamente não é possível" colocar o défice sequer abaixo dos 3%, dado o impacto da "fraqueza" do crescimento económico na arrecadação de receitas fiscais. 


"É obra do Governo anterior. E é, em larga medida, obra deste Governo," acrescentou Marcelo, referindo-se ainda à avaliação deixada esta segunda-feira pela OCDE que, segundo o Presidente, considerou o controlo do défice uma "grandiosa realização."

"Não se esperava que fosse apontar-se agora para números abaixo de 2,3%, eram impensáveis há um ano, há dois, três, quatro, cinco anos no nosso país," referiu.

Ontem, o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, elogiou Portugal pelo "feito grandioso" de controlo do défice orçamental, que atribuiu à liderança do actual primeiro-ministro e ao ministro das Finanças.

(Notícia actualizada às 13:42 com mais informação)




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PUMBA 08.02.2017

Embrulhem direitolas aziados

Jurista 08.02.2017

...já que comenta tudo...porque não comenta que geringonça esta a dar com uma mão e a tirar o dobro com a outra para pagar o aumento dos juros de financiamento?!! Rica forma de aplicar os nossos impostos!...em vez de investir no país e cidadãos é para pagar mais juros!!...rica política!

Revenge 08.02.2017

...politiquices...é a vingançazinha pelo Passos não ter apoiado para a PR...a vida é assim e o Passos deve reflectir sobre tudo isto e se não deveria ser menos "Merckelizado e Schubellizado"...

Anónimo 08.02.2017

Ha 1 diferença entre reduzir o défice com médidas estruturais e reduzir o défice em sacrificando o investimento. Ora, esse governo reduziu o investimento. Isso é mau, porque sem investimento nao ha crescimento, inovação, nem emprego.

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