Conjuntura Marcelo desvaloriza parecer do Conselho de Finanças Públicas e destaca dados do INE

Marcelo desvaloriza parecer do Conselho de Finanças Públicas e destaca dados do INE

"Respeitando as opiniões mais diversas, diria que o facto mais importante do dia é estarmos a crescer muitíssimo mais do que se pensava, e que não pode deixar de ter bons resultados em termos de execução orçamental", sublinhou o Presidente da República.
Marcelo desvaloriza parecer do Conselho de Finanças Públicas e destaca dados do INE
Bruno Simão/Negócios
Lusa 15 de Novembro de 2016 às 19:21
O Presidente da República desvalorizou esta terça-feira, 15 de Novembro, o parecer do Conselho de Finanças Públicas (CFP) sobre a proposta orçamental para 2017, preferindo destacar os dados do Instituto Nacional de Estatística segundo os quais o país está a crescer.

"O pôr-se o acento tónico naquilo que, eventualmente, é mais discutível ou mais duvidoso e não naquilo que é mais positivo é uma maneira muito portuguesa de olhar a realidade", disse Marcelo Rebelo de Sousa, em Lisboa, quando confrontado pela imprensa com a análise do CFP sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2017.

Numa análise hoje divulgada, o CFP considera que a proposta orçamental para 2017 "permanece aquém do necessário" quanto à restrição dos recursos no médio prazo e quanto à definição de prioridades na despesa pública, reiterando que "o crescimento não pode resultar apenas de estímulos à procura interna".

Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas à margem da cerimónia de entrega dos Prémios Pfizer de Investigação 2016, a que presidiu, preferiu destacar o crescimento da economia portuguesa de 1,6 por cento no terceiro trimestre de 2016, face a igual período de 2015, de acordo com a estimativa hoje divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística, acima das previsões dos analistas.

"Respeitando as opiniões mais diversas, diria que o facto mais importante do dia é estarmos a crescer muitíssimo mais do que se pensava, e que não pode deixar de ter bons resultados em termos de execução orçamental", sublinhou.

O chefe de Estado lembrou que "se está a discutir com a União Europeia números visando o reconhecimento do esforço" que Portugal está a fazer para manter as contas em ordem.

O Conselho de Finanças Públicas estimou hoje que o défice estrutural seja de 1,9 por cento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2017, o que "não permitirá ainda alcançar uma margem de segurança" para cumprir a regra europeia de manter o défice orçamental abaixo dos 3 por cento.



A sua opinião6
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
pertinaz Há 3 semanas

MARCELO É BRILHANTE NA APLICAÇÃO DA MÁXIMA:

"OS MALUCOS NUNCA SE CONTRARIAM"

VAMOS A CAMINHO DO ABISMO

Anónimo Há 3 semanas

Já não basta o diabo ,agora temos esta senhora ( que já deveria estar na reforma ) e que está contratada para ajudar os senhores deputados e apenas isso.a fazer o papel dos senhores de fraque chamados troika
Pobre povo,mal pagos, sem garantia de trabalho,enganados por banqueiros , políticos e afins

y Há 3 semanas

Gosto da parte que o Sr. Presidente diz "pôr-se o acento tónico naquilo que, eventualmente, é mais discutível ou mais duvidoso e não naquilo que é mais positivo é uma maneira muito portuguesa de olhar a realidade" - Tchau Diabo

Anónimo Há 3 semanas

Parece que o INE andou a passar informação antecipada ao governo, eu pergunto onde está a imparcialidade e a credibilidade do INE enquanto Instituição Pública.

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub