Mundo Marcelo diz ter falado abertamente sobre direitos humanos com presidente do Egipto

Marcelo diz ter falado abertamente sobre direitos humanos com presidente do Egipto

O chefe de Estado português disse hoje ter falado abertamente com o Presidente egípcio sobre o desafio de alcançar equilíbrio financeiro e desenvolvimento económico e ao mesmo tempo assegurar justiça social e direitos humanos.
Marcelo diz ter falado abertamente sobre direitos humanos com presidente do Egipto
Bruno Simão/Negócios
Lusa 21 de Novembro de 2016 às 13:50

Marcelo Rebelo de Sousa falava no Palácio de Belém, em Lisboa, no final de uma reunião com o Presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, que começou hoje uma visita de Estado de dois dias a Portugal.

 

"Queria sublinhar que, nas trocas de impressões que tivemos, tratámos abertamente da questão do desafio que se coloca hoje a todas as sociedades em termos de equilíbrio financeiro, de desenvolvimento económico, de justiça social e de direitos humanos", declarou o Presidente da República, considerando que "é um desafio difícil".

 

Com Abdel Fattah al-Sisi ao seu lado, Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que "Portugal acompanha atentamente os passos dados em termos de afirmação da vida parlamentar e do respeito da liberdade religiosa numa sociedade multicultural e multirreligiosa como é o Egipto".

 

"Tal como acompanha um percurso no sentido da afirmação dos direitos humanos, neles englobando quer os direitos pessoais, quer os políticos, quer os sociais", completou.

 

A propósito da conciliação entre equilíbrio financeiro, desenvolvimento económico, justiça social e direitos humanos, o chefe de Estado português referiu que "Portugal teve já experiência no passado de acordos com o Fundo Monetário Internacional (FMI)".

 

"Sabemos bem o que isso significa. Sabemos o que significa promover o desenvolvimento económico e, ao mesmo tempo, a justiça social, e também enfrentar o desafio de um roteiro de caminho para a consagração crescente dos direitos humanos", afirmou.

 

Antes, o chefe de Estado português agradeceu ao Presidente egípcio "o apoio dado à candidatura do senhor engenheiro António Guterres na candidatura a secretário-geral das Nações Unidas".

 

"E agradeço-o pensando nas Nações Unidas, não em Portugal. Foi um apoio importante num momento importante do mundo e chave para aquela organização. Estamos gratos por esse apoio amigo e constante do Egipto", declarou.

 

Marcelo Rebelo de Sousa considerou que o Egipto tem "uma posição fundamental" em termos geoestratégicos: "Quer relativamente à bacia mediterrânica, em que temos preocupações comuns, como é o caso das migrações e dos refugiados, mas também no que respeita à preocupação de manter abertas portas para um processo de paz no Próximo e no Médio Oriente".

 

Marcelo Rebelo de Sousa aceitou convite de al-Sisi para visitar o Egipto

 

Marcelo Rebelo de Sousa anunciou aceitou um convite do seu homólogo egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, para fazer uma visita ao Egipto, ainda sem data marcada.

 

Marcelo Rebelo de Sousa falava no Palácio de Belém, em Lisboa, no final de uma reunião com o Presidente do Egipto, que começou hoje uma visita de Estado de dois dias a Portugal.

 

"Agradeço o convite de sua excelência para visitar o Egito, que já tive oportunidade de aceitar. Fixaremos oportunamente o momento adequado para concretizar esse passo", declarou o chefe de Estado português.

 

Com al-Sisi ao seu lado, Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou: "É mais um passo no sentido do reforço da amizade entre dois povos, duas nações e também dois Estados".

 

No início da sua intervenção, o Presidente da República manifestou alegria por Portugal voltar a receber um Presidente egípcio "um quarto de século mais tarde", referindo que "a última visita tinha sido há 24 anos".

 

"É um sinal de alegria para Portugal, porque significa uma reaproximação positiva para os dois países", considerou.

 

No final, Marcelo Rebelo de Sousa quis "sublinhar o que esta visita pode significar de reforço das relações bilaterais, da colaboração nos mais diversos domínios culturais, económicos, sociais, políticos e estratégicos".

 

Seguiu-se uma intervenção de Abdel Fattah al-Sisi, após a qual não houve direito a perguntas por parte dos jornalistas.




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