Justiça Marcelo e a Operação Marquês: "Tudo o que contribui para acelerar o curso da justiça é bom"

Marcelo e a Operação Marquês: "Tudo o que contribui para acelerar o curso da justiça é bom"

O Presidente da República recusou comentar "casos concretos" da Justiça.
Marcelo e a Operação Marquês: "Tudo o que contribui para acelerar o curso da justiça é bom"
Negócios 11 de outubro de 2017 às 17:09

O Presidente da República "não fala de casos concretos", mas reconhece que "tudo o que o contribui para acelerar o curso da justiça é bom".

 

Foram estas as únicas reacções de Marcelo Rebelo de Sousa às acusações da Operação Marquês, hoje reveladas. O Ministério Público deduziu 28 acusações; concretamente contra 19 pessoas singulares e 9 pessoas colectivas. José Sócrates, antigo primeiro-ministro, e Ricardo Salgado, ex-presidente do BES, estão entre os acusados.

 

"Aquilo que eu penso da justiça disse-o noutro dia, no dia 5 de Outubro: tudo o que seja a justiça acelerar e, de alguma maneira, converter em prazos mais curtos aquilo que temos a noção de que é muito longo, é bom", reforçou.

O Presidente da República recusou por diversas vezes comentar estes novos desenvolvimentos da operação Marquês. Reconheceu apenas que uma das queixas legítimas dos portugueses é que a Justiça "muitos vezes demora muito mais tempo" do que noutros países e que "é importante uma justiça rápida".

Interrogado sobre esta decisão do Ministério Público, o Presidente da República ressalvou que "nunca comenta casos concretos da justiça, como casos concretos da política", mas deixou uma mensagem sobre a rapidez da justiça, referindo que há "muitos processos, e não apenas criminais, outros, administrativos, fiscais" que se desejaria que fossem "muito mais rápidos". "Mas é a única coisa que digo, o resto não comento", frisou.

 

"O Presidente da República não comenta casos jurídicos e políticos específicos. Apenas o que pode dizer é que tudo o que contribua para acelerar o curso da justiça é bom", repetiu, considerando que "uma das queixas legítimas em Portugal é que aquilo que noutros países é investigado, é julgado e é decidido num período de tempo, cá muitas vezes demora muito mais - o que não é bom".

 

Questionado sobre quanto tempo seria desejável que durasse este caso, retorquiu: "Eu não falo de casos concretos. Eu defendo apenas que é importante uma justiça que seja uma justiça rápida".

 

Marcelo Rebelo de Sousa escusou-se também a comentar os efeitos do envolvimento de um antigo primeiro-ministro num processo de corrupção.

 

"Não vou comentar, porque é um comentário sobre uma situação específica que, por um lado, é jurídica, por outro lado, é política, mas é específica. Eu não comento nunca casos, processos concretos", repetiu.




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