Defesa Marcelo e Azeredo Lopes vão hoje a Tancos

Marcelo e Azeredo Lopes vão hoje a Tancos

O Presidente da República e o ministro da Defesa deslocam-se esta tarde a Tancos, o local de onde na quarta-feira passada foi roubado material militar que deu origem à abertura de investigação da PGR.
Marcelo e Azeredo Lopes vão hoje a Tancos
Cofina Media
Paulo Zacarias Gomes 04 de julho de 2017 às 14:34
Seis dias após o roubo de material militar dos Paióis Nacionais de Tancos, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o ministro da Defesa, José Alberto Azeredo Lopes, vão estar esta terça-feira à tarde no local.

A informação foi inicialmente avançada pela SIC Notícias e pelo Público. A Lusa, citando fonte de Belém, acrescenta que ambos os responsáveis vão reunir-se com os chefes do Estado-Maior General das Forças Armadas (general Pina Monteiro) e do Exército (general Rovisco Duarte).

A visita de Marcelo e Azeredo, que deverá acontecer às 16:00, surge horas depois de a Procuradoria-Geral da República ter aberto uma investigação ao roubo de material militar, por suspeita de terrorismo e tráfico de armas internacional.

O jornal diz que foi o Presidente quem pediu para que o ministro da Defesa o acompanhasse, um dia depois de a líder do CDS, Assunção Cristas, ter reclamado a António Costa que demitisse não apenas Azeredo Lopes mas também a ministra da Administração Interna, neste caso a propósito da actuação do Estado nos incêndios no Centro do país.

Ontem à tarde, à mesma hora em que hoje está prevista a visita, a líder centrista reclamou a António Costa que regressasse do local onde se encontra de férias e que demitisse Azeredo Lopes e Constança Urbano de Sousa de forma a restaurar a confiança nas instituições e a credibilidade internacional do país.

"Não comento posições de partidos. Ouvi, foi-me comunicado, foi um gesto de gentileza institucional, mas não comento posições deste ou daquele partido," disse também ontem Marcelo Rebelo de Sousa sobre as declarações de Cristas. 

Já no domingo, o líder social-democrata Pedro Passos Coelho, argumentara que o incidente "obriga" não só o Governo a definir-se e a assumir responsabilidades, mas igualmente Marcelo Rebelo de Sousa: "Não só o Governo, mas também o Presidente da República, porque o Presidente da República é, nos termos da Constituição, o comandante em chefe das Forças Armadas," disse, citado pela Lusa.

O facto de António Costa ter ido de férias numa altura em que se investiga os contornos e responsabilidades envolvendo o incidente de Tancos foi entretanto minimizado ontem por Marcelo Rebelo de Sousa, que apontou a indicação enquanto substituto do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, como garantindo a "continuidade institucional" na ausência do primeiro-ministro.

O Presidente da República repetiu que quer ver "ser apurado tudo, factos e responsabilidades, integralmente até ao fim, para prevenir factos de futuro idênticos a este ou mais graves," referindo-se a Tancos. E ainda esta terça-feira insistiu, durante uma visita a Castanheira de Pera: "Tem de se apurar tudo, de alto a baixo, até ao fim, doa a quem doer. (...) O que se exige neste caso é "uma investigação total, integral", não "deixando ninguém imune," vincou, citado pela Lusa.

O Exército anunciou na quinta-feira que tinha sido detectada na véspera, ao final do dia, a violação dos perímetros de segurança dos Paióis Nacionais de Tancos e o arrombamento de dois 'paiolins' – instalações há dois anos sem sistema de videovigilância -, actualizando no dia seguinte as quantidades de material roubado.

Entretanto o chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte, exonerou cinco comandantes de unidades do ramo para não interferirem com os processos de averiguações em curso. O ministro da Defesa, José Alberto Azeredo Lopes, admitiu a "responsabilidade política" pelo sucedido e ainda ontem o seu colega de Governo, o ministro dos Negócios Estrangeiros Augusto Santos Silva, classificou o roubo de "muito grave."

(Notícia actualizada às 15:14 com mais informação)



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mais votado ALBI 04.07.2017

Que vão lá fazer?
Toda esta gestão tem sido uma vergonha.
O presidente que era sempre o primeiro a falar agora não se houve.
A verdadeira questão foram as opções políticas seguidas por este governo.
Para agradar aos partidos que o apoiam, esqueceram-se que o resto não é paisagem.
O anterior governo, com todas as restrições que estavam imposta pela troika, fez mais do que estes sem restrições nenhumas e quem antes falava a criticar tudo e todos agora está calado.

Hipocrisia!!!

comentários mais recentes
Não adianta esfalfarem-se 04.07.2017

histericamente nem esconderem-se atrás da indignidade. Os Portugueses sabem que são e ao que vêm. Os únicos que devem ter vergonha na cara são os que facilitaram o roubo destas e outras coisas. O que se assiste nas FA é o desvario desde roubos a compadrios nas cantinas, etc, etc,

pertinaz 04.07.2017

A SUCESSÃO DE DESASTRES E DISPARATES DAS ÚLTIMAS SEMANAS SÓ PROVA UMA COISA:

AS BOAS NOTÍCIAS DOS ÚLTIMOS MESES TÊM SIDO FRUTO DO ACASO E DA MANIPULAÇÃO DOS JORNALEIROS AVENÇADOS DA ESCUMALHA

O DESGOVERNO E O PRESIDENTE DO PAÍS ENVERGONHAM QUALQUER PORTUGUÊS...!!!

Anónimo 04.07.2017

Marcelo chegou á conclusão que o Estado está podre. Os funcionários querem é receber o vencimento a horas sejam eles enfermeiros, juízes, militares ou professores e ainda não estão contentes.

Anónimo 04.07.2017

Governe quem governar, é tempo de ser os melhores na administração do Estado, seja na Saide, Educação, Segurança etc. O ano passado ardeu a Madeira, este ano a Região Centro. Chega de crimes económicos e contra as pessoas.

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