Saúde Marcelo espera inquérito sobre legionella pronto numa semana

Marcelo espera inquérito sobre legionella pronto numa semana

Marcelo Rebelo de Sousa recordou o compromisso do Ministério da Saúde em apresentar conclusões dentro de cerca de uma semana e quer esperar pelos elementos do inquérito interno antes de propor alterações para evitar novos casos de infecção pela bactéria.
Marcelo espera inquérito sobre legionella pronto numa semana
Paulo Zacarias Gomes 10 de novembro de 2017 às 14:27
O Presidente da República disse hoje esperar que o Governo apresente, dentro de uma semana, o inquérito interno instaurado para identificar as causas do surto de legionella que já matou quatro pessoas, desde logo por uma questão de "transparência."

"Espero que isso venha a acontecer, todos esperamos que venha a acontecer, por uma razão muito simples: transparência," afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, em Matosinhos, em declarações aos jornalistas transmitidas pela RTP3, frisando que se trata de um caso que envolveu um serviço público, nomeadamente o hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa.

À margem da apresentação da nova imagem corporativa da dona da Super Bock, o Chefe de Estado recordou que há cerca de uma semana o ministro da Saúde se comprometeu com os resultados do inquérito interno no espaço de duas semanas, sublinhando no entanto que entretanto decorre a investigação iniciada pelo Ministério Público, que deverá ter trâmites mais alargados.

Questionado sobre possíveis medidas que possam ser tomadas para evitar que situações semelhantes venham a suceder no futuro, evitou responder – "antes de se conhecer o que se passou, é um bocadinho difícil dizer o que tem de se fazer" -, mas disse crer que se trata de um caso excepcional no Serviço Nacional de Saúde, pelo que "não faz sentido estar a generalizar".

Referindo-se aos números actualizados de vítimas e afectados – quatro mortes e 44 pessoas que contraíram a bactéria, de acordo com o último balanço da Direcção-Geral de Saúde, Marcelo realçou que poderiam ter havido "muitas centenas" a ser atingidas pelo surto e que o facto de haver só duas pessoas actualmente nos cuidados intensivos faz prever uma estabilização nas consequência da infecção.

"Temos a sensação de que o período de incubação terminou e que não é provável que haja um salto no número de casos e no número de casos graves," rematou.

De acordo com a Lusa, no domingo passado o ministro da Saúde – Adalberto Campos Fernandes - admitiu que "alguma coisa correu mal" no caso do surto de legionella no Hospital São Francisco Xavier, apesar de ter confiança de que "as melhores práticas foram seguidas".

O ministro da Saúde deu duas semanas à Direcção-Geral de Saúde e ao Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) para que "habilitem o governo com um relatório detalhado, que seja do conhecimento público", para apurar a forma como as coisas correram, acrescenta a Lusa.

"As garantias [que posso dar aos portugueses] é de agir com toda a firmeza e determinação sobre aquilo que for o apuramento factual das responsabilidades. Isso é a melhor garantia que damos aos portugueses é que isto não se pode repetir e temos que perceber exactamente qual foi a falha técnica e a responsabilidade dessa falha técnica ter ocorrido", garantiu hoje o ministro em Famalicão.



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comentários mais recentes
Orlando Teixeira Há 1 semana

Quando é que Marcelo para de violar os seus deveres constitucionais, e remete-se apenas às competências de um PR? Ao PR não cabe supervisionar e exigir responsabilidades ao governo, conforme bem ensina o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, por acaso o PR. Isso é escopo da AR. Já cansa!

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