Defesa Marcelo foi a Tancos "apoiar investigação"

Marcelo foi a Tancos "apoiar investigação"

O Presidente da República foi parco em declarações no final de uma reunião de quase duas horas com as chefias militares em Tancos. Disse que o encontro foi "útil em termos informativos" e referiu por várias vezes a necessidade de apoiar a investigação.
Marcelo foi a Tancos "apoiar investigação"
Força Aérea Portuguesa
Paulo Zacarias Gomes 04 de julho de 2017 às 18:04

O Presidente da República justificou a sua presença nas instalações do Exército em Tancos, onde esta tarde esteve durante duas horas, com a necessidade de apoiar a investigação sobre o roubo de material militar na semana passada.


Numa curta declaração aos jornalistas no final da deslocação, Marcelo Rebelo de Sousa disse ter pretendido "saudar a investigação em curso, os passos dados, exprimir o apoio ao que tem sido feito em termos de investigação," sublinhando que "não queria deixar de dar apoio a essa investigação."


Acompanhado do ministro da Defesa, Azeredo Lopes, o Presidente disse que a deslocação – que incluiu uma reunião com chefias militares – foi "útil em termos informativos."

A visita de Marcelo e Azeredo, que iniciou às 16:00, surge horas depois de a Procuradoria-Geral da República ter aberto uma investigação ao roubo de material militar, por suspeita de terrorismo e tráfico de armas internacional e um dia depois de a líder do CDS, Assunção Cristas, ter reclamado a António Costa que demitisse não apenas Azeredo Lopes mas também a ministra da Administração Interna, neste caso a propósito da actuação do Estado nos incêndios no Centro do país. 


O Presidente da República tinha insistido esta manhã em Castanheira de Pera que "tem de se apurar tudo, de alto a baixo, até ao fim, doa a quem doer. (...) O que se exige neste caso é "uma investigação total, integral", não "deixando ninguém imune," vincou, citado pela Lusa.

O Exército anunciou na quinta-feira que tinha sido detectada na véspera, ao final do dia, a violação dos perímetros de segurança dos Paióis Nacionais de Tancos e o arrombamento de dois 'paiolins' – instalações há dois anos sem sistema de videovigilância -, que resultou no roubo de materia militar como granadas foguete anticarro, gás lacrimogéneo e explosivos.

Entretanto o chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte, exonerou cinco comandantes de unidades do ramo para não interferirem com os processos de averiguações em curso. O ministro da Defesa, José Alberto Azeredo Lopes, admitiu a "responsabilidade política" pelo sucedido e ainda ontem o seu colega de Governo, o ministro dos Negócios Estrangeiros Augusto Santos Silva, classificou o roubo de "muito grave." 



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mais votado Anónimo Há 3 semanas

Marcelo já se definiu há muito tempo. O que ele quer são votos, likes e dar palmadinhas nas costas. O excedentarismo dá-lhe votos, as pensões de reforma que dão tudo hoje e nada amanhã dão-lhe likes e as palmadinhas nas costas dos pobrezinhos e esquecidos é o que melhor sabe fazer sem contudo solucionar de modo inteligente, justo e sustentável o que quer que seja.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Em comparação com Marcelo e o seu governo das esquerdas unidas, Obama foi um fanático ultra neoliberal. As pessoas mais desatentas ou distraídas deviam ter consciência disto. Cabe a órgãos de comunicação social como o Jornal de Negócios, de forma pedagógica, a facilitação dessa informação verídica e oportuna à luz dos desafios que Portugal e os portugueses enfrentam e dos quais muitos nem se apercebem. Foi lamentável o que aconteceu em Pedrógão Grande e em Tancos por causa do investimento público ter sido cortado pelo governo socialista para o nível mais reduzido desde 1960 para equilibrar contas públicas pressionadas pela patologicamente extensa e criminosamente hiperinflacionada folha salarial e de pensões do Estado. "Job shifts under Obama: Fewer government workers, more caregivers, servers and temps" www.pewresearch.org/fact-tank/2015/01/14/job-shifts-under-obama-fewer-government-workers-more-caregivers-servers-and-temps/

Anónimo Há 3 semanas

Um aumento da dívida dos excedentários, corruptos e demais criminosos despesistas de quase 10 mil milhões de euros face a Maio do ano passado, mas os Kamov estão em terra, os aviões de combate a incêndios no estrangeiro, e o muro de betão armado mais o sistema de alarme e video-vigilância em parte incerta, tal como as armas de guerra roubadas ao Exército Português. As próprias ambulâncias do INEM durante o período da noite também não se veem em boa parte do país. Força Costa! Força Centeno! É a dupla maravilha deste nosso Poortugal.

Anónimo Há 3 semanas

Marcelo já se definiu há muito tempo. O que ele quer são votos, likes e dar palmadinhas nas costas. O excedentarismo dá-lhe votos, as pensões de reforma que dão tudo hoje e nada amanhã dão-lhe likes e as palmadinhas nas costas dos pobrezinhos e esquecidos é o que melhor sabe fazer sem contudo solucionar de modo inteligente, justo e sustentável o que quer que seja.

Palhaço Há 3 semanas

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