Saúde Marcelo: Investigações no sector da saúde mostram Estado de direito a funcionar

Marcelo: Investigações no sector da saúde mostram Estado de direito a funcionar

O Presidente da República defendeu esta sexta-feira que as investigações a casos de alegada corrupção no sector da saúde mostram que o Estado de direito está a funcionar, o que considerou ser motivo de congratulação.
Marcelo: Investigações no sector da saúde mostram Estado de direito a funcionar
Miguel Baltazar
Lusa 16 de dezembro de 2016 às 18:29

Marcelo Rebelo de Sousa, que foi secundado nesta posição pelo ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, prestou estas declarações no final da inauguração de um centro cirúrgico e de internamento na Fundação Champalimaud, em Lisboa, sem nomear qualquer caso concreto.

 

"Olhando para a realidade, eu ao mesmo tempo sinto o seguinte: que bom ter uma máquina num Estado de direito democrático que permite - desejavelmente com rapidez - detectar problemas, investigar problemas e encontrar solução para os problemas", declarou o chefe de Estado, depois de os jornalistas lhe perguntarem se estava preocupado com os casos de alegada corrupção na saúde.

 

Segundo o Presidente da República, "o pior que podia haver era ter-se a sensação de que as coisas se poderiam passar e eram incontroláveis, não havia mecanismos jurídicos ou jurisdicionais para tratar deles". "Havendo, isso dá a garantia de que o Estado de direito democrático está a funcionar. Assim funcione rapidamente", concluiu Marcelo Rebelo de Sousa.

 

No seu entender, os casos em investigação "estão com certeza em boas mãos" e "aquilo que o Presidente da República pode dizer é que espera que a justiça cumpra a sua missão".

 

Em seguida, o ministro da Saúde voltou a pronunciar-se sobre este tema, declarando-se também "muito satisfeito, porque o Estado de direito está a funcionar na sua plenitude", igualmente sem nomear qualquer caso concreto.

 

"E tudo aquilo que for sinalizado e identificado, a nossa obrigação é fazer, como temos feito até aqui, suscitar a intervenção das autoridades policiais e judiciais para que as questões possam ser esclarecidas", disse.

 

Questionado sobre a actuação do Governo nesta matéria, Adalberto Marques Fernandes respondeu: "Basta ver o que aconteceu este ano em termos de intervenção, em termos de acção sobre aquilo que é a fraude".

 

O ministro disse que "já vinham do Governo anterior essas questões, já vinha esse trabalho feito pelo doutor Paulo Macedo". "Nós estamos a aprofundá-lo e meteremos toda a energia que temos para que situações incorretas sejam denunciadas e as autoridades judiciais intervenham", acrescentou.




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comentários mais recentes
Anónimo 16.12.2016

até que enfim que não vejo uma fotografia do Sócrates

Anónimo 16.12.2016

O marcelo saiu-me o maior palhaço neste ramalhete esquerdista!
Nunca imaginei que a corrupção pudesse chegar a este nivel! Os contratos desaparecem e em pouco tempo voltam a ser libertos!!! (isto se chegarem a ser condenados)
Na Alemanha são condenados e cá desaparecem os dossiers.
É só despudor!

Anónimo 16.12.2016

Também vou comprar uns óculos com lentes cor-de-rosa.

Patriotaresidente 16.12.2016

São tudo palavras, blá, blá, blá. blá, blá, blá. A corrupção é como o cancro em estado adiantado. Por mais tratamentos que se façam o doente morre. Dos que já foram indiciados ou considerados arguidos, quantos estão presos? Mas quem tem autoridade para o fazer? Os "amigos" estão em todo o lado. O dinheiro compra tudo. Alguém disse; "Quando o dinheiro fala a razão cala". Ao que outro, saudável, respondeu; o dinheiro não me corrompe! Já há séculos, um membro da famíla Rothschild (Judeus que se tornaram os primeiro banqueiros mais ricos do mundo á época, séc. XVIII), dizia mais ou menos isto: Deem-me dinheiro e façam as leis que quiserem. Não há solução em democracia. Não há solução em ditadura. Então qual é a solução, pergunta-se? Mudança de mentalidades? Mas se está na massa do sangue? Se a mentalidade é tão turba, como se podem mudar estas mentalidades doentes? Todos precisamos de ganhar dinheiro, mas vamos lá ganhá-lo a trabalhar senhores!!

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