Política Marcelo já leu relatório sobre Pedrógão Grande e pronuncia-se este sábado

Marcelo já leu relatório sobre Pedrógão Grande e pronuncia-se este sábado

O Presidente da República afirmou esta sexta-feira que já leu o relatório da Comissão Técnica Independente sobre o incêndio de Pedrogão Grande, mas que só falará dele no sábado durante um encontro organizado pela Associação de Apoio às Vítimas.
Marcelo já leu relatório sobre Pedrógão Grande e pronuncia-se este sábado
Lusa 13 de outubro de 2017 às 21:22

"Amanhã. Hoje oiço as famílias das vítimas e amanhã direi o que entendo que deva ser dito", disse Marcelo Rebelo de Sousa à saída da cerimónia solene das celebrações do Centenário das Aparições em Fátima.

 

Questionado sobre se já leu o relatório e se o Estado deve um pedido de desculpas aos familiares das vítimas, Marcelo respondeu: "Já o li. O que tiver a dizer, digo amanhã, hoje vou ouvir os familiares das vítimas e amanhã estarei no encontro que eles promoveram", referiu.

 

O Presidente da República preside no sábado à cerimónia oficial de abertura do 1.º Encontro para a Autoprotecção e Resiliência das Populações Locais, organizado pela Associação de Apoio às Vítimas de Pedrógão Grande, em parceria com a Associação de Protecção e Socorro.

 

A Comissão Técnica Independente nomeada para analisar os incêndios rurais de Junho na região Centro, em particular o fogo que deflagrou em Pedrógão Grande no dia 17, entregou na quinta-feira no parlamento o seu relatório final.

 

O documento, que analisa incêndios em 11 concelhos dos distritos de Leiria, Coimbra e Castelo Branco ocorridos entre 17 e 24 de junho, refere que, apesar de o fogo de Pedrógão ter tido origem em descargas eléctricas na rede de distribuição, um alerta precoce poderia ter evitado a maioria das 64 mortes registadas.

 

Além disso, acrescenta, "não foram mobilizados totalmente os meios disponíveis" no combate inicial e houve falhas no comando dos bombeiros. A GNR fica, por outro lado, ilibada de direccionar carros para a Estrada Nacional 236, onde morreram cerca de metade das vítimas.

 

O documento aponta falta de conhecimento técnico no sistema de defesa florestal e falta de preparação dos actuais sistemas de combate às chamas para as alterações climáticas, confirmando, por outro lado, falhas de comunicação do Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP).

 

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou, na sequência da divulgação do relatório, que o Governo assumirá todas as responsabilidades políticas, se for caso disso.




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