Economia Marcelo perguntou “mil vezes” se havia acordo para dispensar declarações

Marcelo perguntou “mil vezes” se havia acordo para dispensar declarações

Fonte da Presidência da República garante ao Diário de Notícias que Marcelo Rebelo de Sousa “perguntou mil vezes” a António Costa se existia algum acordo a dispensar a administração da CGD de apresentar as declarações de rendimentos. Costa disse sempre que não.
Marcelo perguntou “mil vezes” se havia acordo para dispensar declarações
Bruno Simão
Bruno Simões 16 de fevereiro de 2017 às 11:35

O Presidente da República disse ao Negócios que já deu "por terminado" o caso das SMS, que envolve o ministro das Finanças. Mas esta quinta-feira surgem novas revelações na imprensa. O Correio da Manhã escreve esta quinta-feira que, depois de informar Domingues que Marcelo "queria muito" que ficasse "expresso na lei" que as declarações teriam de ser entregues, Centeno enviou uma segunda mensagem ao ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos em que diz que "o problema da entrega das declarações desapareceu".

 

Estas mensagens indiciam, segundo o jornal, que Marcelo terá cedido a António Costa.

 

O Diário de Notícias publica, também na edição de hoje, uma espécie de resposta de Belém. Fonte da Presidência da República garante que Marcelo Rebelo de Sousa não concordou que os gestores da CGD ficassem isentos de apresentar declarações. "O Presidente da República mil vezes perguntou ao primeiro-ministro se havia algum acordo para isentar a administração da Caixa Geral de Depósitos da entrega das declarações de património e rendimentos no Tribunal Constitucional".

A resposta de António Costa foi sempre negativa. "Mil vezes o primeiro-ministro lhe respondeu que não", prossegue a mesma fonte, em declarações ao DN. O Presidente pretendia que ficasse claro, na alteração que foi feita ao Estatuto do Gestor Público, que os gestores da CGD continuavam obrigados a apresentar as referidas declarações. Mas o Governo preferiu não o fazer, argumentando que se a lei se aplica, não é preciso estar a lembrá-lo, escreveu o Expresso.

Esta quarta-feira, vários órgãos de comunicação social escreveram sobre o conteúdo das SMS, havendo uma convergência dos relatos que referem a oposição de Marcelo Rebelo de Sousa à dispensa da apresentação de declarações.

 

Esta quarta-feira, a maioria de esquerda formada pelo PS, PCP e Bloco de Esquerda travou oficialmente o acesso às mensagens escritas trocadas entre Centeno e Domingues.




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mais votado IS Há 5 dias

Quantas vezes perguntou é irrelevante. Factual e preocupante é que que o PR foi conivente e esteve mal nesta matéria!

comentários mais recentes
pertinaz Há 5 dias

NÃO ADMIRA QUE OS ESPANHÓIS ESTEJAM A TOMAR PORTUGAL DE ASSALTO

SOMOS DESGOVERNADOS POR GENTE MISERÁVEL

IS Há 5 dias

Quantas vezes perguntou é irrelevante. Factual e preocupante é que que o PR foi conivente e esteve mal nesta matéria!

JCG Há 5 dias

1.Tenho a desagradável sensação de que vivo num país de asnos e ou de farsantes. Mas é preciso perguntar?
Mas é preciso ver alguma coisa escrita? Factos mais que conhecidos:
1º Esse tal Domingos (quanto a mim um tipo menor e claramente sem mérito para o cargo) fez exigências;
2º O Domingues e mais uma dúzia de figurinhas e figurões tomaram posse;
3º O Ministério das Finanças pela voz do Centeno e ou do Félix veio a público explanar a teoria ou ponto de vista de que os gestores da CGD já eram mais fiscalizados e auditados que quaisquer outros gestores e que só teriam que prestar contas ao acionista (que para eles é o governo – um conceito que devem rever), sendo esta teoria confirmada enfáticamente pelo deputado Paulo Trigo Pereira (do grupo do Centeno) mais recentemente na TV.
Sr. PR, o que é preciso mais para verificar que Centeno e ajudantes, não só, não têm maturidade pessoal e política para o cargo e para fazer parte de um governo de Portugal, como não têm qualquer ideia

JCG Há 5 dias

2.consistente sobre o que é a democracia e o Estado de Direito? Logo, o problema já não é o Domingues, mas a continuação de indivíduos com tal impreparação e insuficiência a fazer opções e a tomar decisões sobre os assuntos de interesses geral e legítimo dos portugueses.
Não se aprende nada com a experiência? É que a impreparação desses indivíduos continuou a repercutir-se na gestão do caso CGD depois do Domingues. Pelo que tem vindo a público, o Macedo recebeu carta branca, pois tem adando a arregimentar todos os amigos para irem abancar com ele.
Tantos crânios a perorar sobre este assunto e ainda não conseguiram enxergar o absurdo que é de o presidente do executivo escolher livremente não só os outros elementos para executivo, mas também os elementos de outros órgãos que supostamente vão fiscalizar o executivo.
Que é isto? Um país de asnos que não tem qualquer noção sobre as precauções para evitar abusos e estes começam com a criação de laços e vínculos de dependência pessoal?

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