Política Marcelo saúda assinatura da adenda e não vê tensão entre UGT e CGTP

Marcelo saúda assinatura da adenda e não vê tensão entre UGT e CGTP

O Presidente da República saudou hoje a assinatura da adenda ao acordo de concertação social como uma "grande vitória da democracia portuguesa" e disse não ver quaisquer sinais de tensão entre as duas centrais sindicais portuguesas.
Marcelo saúda assinatura da adenda e não vê tensão entre UGT e CGTP
Miguel Baltazar
Lusa 03 de fevereiro de 2017 às 22:25

No final de uma visita à Residência de Pré-Autonomia Santa Isabel, uma casa de acolhimento a crianças e jovens em risco da Casa Pia, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que a assinatura da adenda ao acordo de concertação social demonstrou que "o acordo estava vivo, está vivo e estará vivo".

 

"É uma grande força, uma grande vitória da democracia portuguesa", afirmou, dizendo ter considerado "exemplar" que os mesmos parceiros que assinaram um acordo tenham agora assinado a adenda.

 

O Governo, as confederações patronais e a UGT assinaram hoje uma adenda ao acordo de Dezembro, que vai substituir a descida da Taxa Social Única (TSU) pela redução do Pagamento Especial por Conta (PEC), depois de a primeira solução ter sido revogada pelo parlamento.

 

Questionado como via os sinais de crispação entre a UGT e CGTP, o chefe de Estado disse que apenas deu conta destes na comunicação social.

 

"Não vi nenhuma crispação, ao longo da última semana recebi as duas centrais sindicais - e até recebi outros sindicatos que não estão nas duas confederações - e não encontrei crispação, nem muito menos crispação entre elas", salientou, dizendo que "em democracia é normal que as pessoas falem a vários tons".

 

Para o chefe de Estado, a adenda hoje assinada teve uma "dupla vantagem".

 

"Correspondeu a um triunfo da concertação social mas ao mesmo tempo teve um contributo da democracia parlamentar", frisou.

 

Com o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José Vieira da Silva, ao seu lado, o Presidente da República sublinhou também o papel do Governo neste processo.

 

"Há que reconhecer que o Governo e o senhor ministro tiveram um papel muito importante para se chegar ao acordo e para se chegar à adenda", disse.

 

Também Vieira Silva preferiu não se pronunciar sobre eventuais tensões entre CGTP e UGT, salientando "a reunião muito tranquila" que teve hoje com os parceiros sociais e na qual até já se desenharam as prioridades para o primeiro semestre de 2017.

 

"Encontrámos um consenso relativamente fácil em torno de questões como as portarias de extensão de contratação colectiva, como a questão da formação profissional, o modelo contributivo dos trabalhadores independentes", explicou, considerando que tal prova que a concertação "está viva, está dinâmica e vai apresentar resultados".

 




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Anónimo 04.02.2017

Este Marcelinho nunca vê problemas em lado nenhum, não vá isso manchar o seu reinado de "afectos". Desrespeita a pela instituição do PR que é mais do que ser "apoiaste" de um governo este ou ouro, e de ser o PR de todos os Portugueses. Mais um palhacito como o Costa, o Ri de tudo e outro Ri de nada!

conselheiro de estado 04.02.2017

Parece que nem ele acredita(SONHO)ter nascido num berco facista e ser presidente dum governo comunista.Defacto e uma disparidade enormissima.o que a natureza provoca.

conselheiro de estado 04.02.2017

Pode estar muita gent a entrada do estadio do dragao para o jogo porto-sporting mas se eles nao entrarem com bilhet pago,isso nao ajuda o porto em nada.Mas para o artolas hippertenso isso parece dizer o contrario.A coisa mais horrivel que podemos ter,e vir alguem dizer o contrario do q vimos,PALHACO

5640533 04.02.2017

O Presidente que mude de óculos/lentes.

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