Defesa Marcelo: Seria um erro histórico o Parlamento não apoiar adesão à defesa europeia

Marcelo: Seria um erro histórico o Parlamento não apoiar adesão à defesa europeia

O Presidente da República alerta para o erro que seria o Parlamento não apoiar a adesão portuguesa ao projecto de Defesa comum reforçada acordada no âmbito da União Europeia.
Marcelo: Seria um erro histórico o Parlamento não apoiar adesão à defesa europeia
Miguel Baltazar
Lusa 05 de dezembro de 2017 às 15:38
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou esta terça-feira, 5 de Dezembro, que seria um erro histórico o Parlamento não aprovar, por falta de diálogo, um projecto de apoio à adesão de Portugal ao mecanismo de Defesa comum europeia (Pesco).

Em declarações aos jornalistas, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa recordou que no tempo em que foi presidente do PSD não teve "um instante de dúvida" em fazer um acordo com o PS, então no Governo, sobre a moeda única, para que se "avançasse em conjunto" nessa matéria.

O chefe de Estado pediu aos responsáveis políticos para "falarem, estabelecerem pontes, debaterem o que há a debater" neste caso concreto, referindo que, "qualquer que seja a fórmula, é importante para Portugal que fique clara a vontade parlamentar de que Portugal está no arranque deste mecanismo de segurança reforçada".

"O que me parece incompreensível é que, não estando em causa a criação de um exército europeu - que não é isso que está em causa -, por razões pessoais, de falta de diálogo, de susceptibilidade, de não haver um mínimo de contacto entre forças políticas, houvesse o mínimo de dúvida quanto ao empenhamento de Portugal na segurança europeia", afirmou.

"Para mim, seria incompreensível e seria um erro histórico", reforçou o Presidente da República.

Questionado se estava criticar a posição do PSD, respondeu: "Eu não estou a qualificar partidos, porque o diálogo tem de ser recíproco. Têm de falar as pessoas e têm de falar os partidos. E, que diabo, também não é muito difícil falar sobre esta matéria. Já se sabe do que é que se fala, está estudado há muito tempo".

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que "Portugal tem de estar presente no momento em que vai arrancar aquilo que é uma forma de reforço da segurança europeia" e que, para isso, "é preciso que o parlamento acolha essa intenção" nos próximos dias.

Para o Presidente, cabe aos partidos decidir "como é que acolhe, se é porque há um conjunto de partidos que convergem no mesmo documento, se há cruzamento de documentos de tal forma que passa mais do que um na base da abstenção dos outros".

O chefe de Estado deixou a solução "à imaginação e ao espaço próprio de intervenção do parlamento", mas reafirmou que "seria incompreensível que não houvesse um projecto de resolução, um, pelo menos" aprovado.

No seu entender, esta é uma questão "que não é doutrinária, que não é uma divergência política, que não é uma divergência ideológica, não é uma divergência fundamental", mas pode haver um desentendimento "por falta de diálogo" ou mesmo "por falta de apreciação de documentos".

O Presidente da República citou "um político francês que dizia que 95% dos problemas em política são de susceptibilidade", e acrescentou: "Era o que faltava, por uma questão de susceptibilidade de parte a parte, de repente Portugal faltasse a um momento fundamental para a política portuguesa e para a sua posição na Europa".



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comentários mais recentes
Criador de Touros Há 1 semana

Presidente Marcelo, a sua ideia de unir esforços com a esquerda para a criação da moeda única europeia foi um disparate, porque Portugal não estava preparado, a adesão à moeda única foi mal feita e as consequências de todos esses erros políticos temos estado todos nós portugueses a pagá-las.A política não deveria ser para gente frenética, mas para pessoas de bom senso, que é o que vai havendo menos na política portuguesa, sobretudo à esquerda.

Afinal de contas quais são as prioridades Há 1 semana

que o PR recomenda ? ajudar os pobres ? ajudar os mendigos ? ajudar quem não paga renda ? ou continuar a pressionar o governo para manter (e aumentar, até) presenças militares e outros aparatos caríssimos. Exercer o cargo de PR através da TV e afins, é fácil e até dá votos, o pior é servir-se dele

Pois Há 1 semana

Parece que os amigos do Diabo são contra, só porque sim.

Marco Há 1 semana

Sr Presidente, e quem paga? Por quantos mais anos vamos ter um salário mínimo que não chega aos 600 euros para comprar tanques blindados quando só temos fronteira terrestre com um país? Os que não precisam fazer contas ao fim do mês, são todos patrióticos. Mas não pagar a quem trabalha não é erro, nem histórico nem outro qualquer. Somos um país pobre, com poucos recursos, não podemos pagar mais. Deve ter sido pelo aumento do salário mínimo em 10 euros que se teve de chamar o FMI. Os políticos dão-me vómitos. Bem dizia a personagem dum filme ' a ética dos políticos está a um passo da dos pedófilos'

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