Política Marcelo tenta travar euforia em dia de decisão da Fitch

Marcelo tenta travar euforia em dia de decisão da Fitch

O Presidente da República tem temperado reacções mais festivas do Governo quanto à situação económica e financeira. Marcelo salienta factores que podem condicionar o desempenho da economia.
Marcelo tenta travar euforia em dia de decisão da Fitch
Lusa
Marta Moitinho Oliveira 15 de dezembro de 2017 às 18:17

O Presidente da República defendeu esta sexta-feira, 15 de Dezembro, que Portugal tem motivos para estar satisfeito com os resultados obtidos a nível económico e financeiro, mas avisou que a "euforia nunca é boa conselheira". Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas à margem de uma cerimónia, no dia em que é esperada mais uma boa notícia para Portugal, com a Fitch a poder colocar o 'rating' da dívida portuguesa em nível de investimento. 

"As pessoas disseram. É preciso dar um exemplo de milagres, é o milagre português. 
Agora o problema é o seguinte. Eu tenho dito, e a função do Presidente da República é um bocadinho maçadora – eu admito – mas tem de ser assim. Não nos deslumbremos com milagres, porque não há milagres", disse o chefe de Estado, horas antes de ser conhecida a decisão da agência de rating norte-americana e sem se referir à mesma. 

"O milagre deu muito trabalho e vai dar muito trabalho no próximo ano, no ano seguinte", salientou, em declarações transmitidas pela RTP, destacando de seguida um conjunto de factores que influenciam a forma como a economia portuguesa se pode comportar.

"Porque não temos a certeza que o crescimento económico seja o mesmo deste ano, lá fora e portanto cá dentro, ninguém sabe se os EUA têm medidas proteccionistas ou não, ninguém sabe se a Europa vai conseguir manter este ritmo ou não. Nós somos uma economia muito aberta. Portanto, não é razão para, no plano económico e financeiro não estarmos felizes. É razão para olharmos com cuidado para o futuro."

 

"A euforia nunca é boa conselheira. Quer dizer a satisfação do dever cumprido, a alegria por aquilo que é hoje o acolhimento internacional a Portugal é justa. O entrar em euforia, na política, como na economia, como nas finanças, como eu tudo na vida normalmente é má conselheira", acrescentou o Presidente.

Marcelo Rebelo de Sousa tem temperado reacções mais festivas do Governo com alertas sobre a necessidade de manter o rumo. Foi assim com a eleição de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo.     




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mais votado Ciifrão Há 6 dias

Não têm motivos para grande festa, se alguma coisa foi feita o mérito é do anterior governo que segurou o barco no olho do furacão.

comentários mais recentes
Banzé Há 6 dias

Tal como a Crise de 2008 foi artificialmente provocada com a ajuda destas mesmas agencias fiinanceiras com interesses nos mercados e no Globalismo , são elas as mesmas, novamente com interesses nos mercados e no Globalismo que começam a reverter Artificialmente a situação que geraram.

Anónimo Há 6 dias

Por vezes é preferível estar calado do que opinar qualquer coisa.

Criador de Touros Há 6 dias

O presidente Marcelo e o socialista António Costa roubaram os louros ao Passos Coelho. É verdade que o Passos não é um génio, mas os louros da vitória são dele, de mais ninguém. Marcelo e Costa a pavonearem-se parecem arrivistas sem um pingo de ética e de vergonha. Concordo: cheiram mal. Nem que Marcelo faça uma pirueta de 180 graus, o meu voto nunca mais o leva. Sou monárquico, não vou em fantochadas republicanas.

Anónimo Há 6 dias

Comentador presidente Marcelo está em todo o lado é omnipresente! comenta sobre tudo por vezes coisas sem sentido outras só por não poder estar calado. Chega a cansar tanto comentario Tudo o que é demais cheira mal!

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