Política Marcelo vai a encontro com investidores para "apoiar" emissão de dívida da Caixa

Marcelo vai a encontro com investidores para "apoiar" emissão de dívida da Caixa

O Presidente da República escusou-se a comentar os últimos episódios da comissão parlamentar de inquérito relativa à gestão do banco público e prometeu ler o livro de Cavaco para dizer "umas palavrinhas".
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António Larguesa 16 de fevereiro de 2017 às 12:41

Marcelo Rebelo de Sousa voltou esta quinta-feira, 16 de Fevereiro, a dar como "encerrada" a polémica em torno da Caixa Geral de Depósitos e rejeitou também comentar a saída do presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, Matos Correia. 

 

"É uma questão que por mim está encerrada. Além do mais, não me pronuncio sobre a vida interna de outro órgão de soberania [Assembleia da República]. Portanto, não tenho nada a acrescentar", referiu o Presidente da República. 

 

Em declarações aos jornalistas à margem do V Congresso Nacional de Saúde Pública, que decorre no Porto, o chefe de Estado sustentou que "a Caixa tem agora um grande desafio, daqui por um mês, que é a emissão de obrigações, que é fundamental para a capitalização" do banco público. 

 

"Estarei aqui no Porto para apoiar essa emissão num encontro com empresários e investidores nacionais e estrangeiros. Penso que é uma missão nacional e esse é um grande objectivo daqui por um mês", acrescentou. 

 

A emissão de dívida por parte da Caixa, prevista para Março, faz parte do plano de recapitalização e deverá ascender a 1.000 milhões de euros, dividido em duas fases (cada uma com 500 milhões). A primeira ocorre aquando da injecção de 2.700 milhões de euros por parte do Estado. A segunda emissão deverá acontecer 18 meses depois, segundo o acordo feito com a Comissão Europeia. 

 

Questionado ainda sobre o excerto do livro lançado por Aníbal Cavaco Silva, em que o seu antecessor critica "a política-espectáculo, tão cara a muitos políticos, por proporcionar notícias e fotografias, mas que não traz qualquer benefício ao país", Marcelo Rebelo de Sousa optou por fugir ao tema. Pelo menos, para já. 

 

Marcelo escusou-se a comentar com o argumento de que ainda não leu a obra e deixou até um comentário em jeito bem-disposto. "Vou ver se consigo ler até ao fim de semana. E, se for caso disso, direi umas palavrinhas", completou. 




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comentários mais recentes
Anónimo 17.02.2017

Viva o PR Marcelo. Abaixo o ex-pr vulgo mumia

Anónimo 16.02.2017

Aparentemente o BCP ja esta problemas mesmo depois deste AC, qt mais o novo banco.

Anónimo 16.02.2017

O circo continua...é preciso fazer reuniões com investidores...por acaso já se lembraram de falar com os clientes e depositantes da caixa...claro que não. Como já não há PPP rodoviárias há que dar 10% aos amigos convenientemente selecionados. O atordoado do presidente presta-se a isto...

Anónimo 16.02.2017

Não há duvida neste momento, o presidente Marcelo esqueceu-se que é presidente! é sim o nosso primeiro ministro, e foi criado um novo ministério que se chama, Costa obedece. Parabéns aos dois tirem é o país da merda.

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