Política Marcelo: "Vidas paradas, adiadas" devem ser mais lembradas no Natal

Marcelo: "Vidas paradas, adiadas" devem ser mais lembradas no Natal

O Presidente da República sublinhou a necessidade de lembrar, neste Natal, aqueles que “viram as suas vidas paradas, adiadas, desfeitas pelas tragédias de Junho e de Outubro”, numa mensagem cujo mote é a solidariedade.
Marcelo: "Vidas paradas, adiadas" devem ser mais lembradas no Natal
Lusa 24 de dezembro de 2017 às 10:06

"Nesses nossos compatriotas que merecem ser, neste Natal, ainda mais lembrados, estão os que viram as suas vidas paradas, adiadas, desfeitas pelas tragédias de Junho e Outubro", lê-se numa mensagem publicada este domingo, 24 de Dezembro, no Jornal de Notícias.

No texto, Marcelo Rebelo de Sousa acrescenta que houve outros que também sofreram em anos passados devido aos incêndios, "só que a inesperada intensidade das duas tragédias tudo o mais sobrelevou".


"Acompanhar e apoiar a sua saga desde então e no refazer do futuro é essencial", sublinhou.


Nesta época festiva, o chefe de Estado assinalou o risco de a "alegria de muitos", poder fazer esquecer a "pena de outros tantos", pelo que, "onde a presença física não for possível, que chegue uma palavra, um aceno, um pensamento".


Para Marcelo, não deveria ser necessário esperar pelo Natal para falar ou escrever sobre a solidariedade, mas sendo uma altura de encontros é o "tempo propício" para balanço "do feito e do omitido" nas manifestações solidárias no país.


Marcelo Rebelo de Sousa acentuou que o sofrimento das pessoas fragilizadas aumenta ainda mais nesta quadra. "Não deveria, porventura, assim ser, mas é", acrescenta o Presidente, para quem em alturas mais negativas "se impõe sublinhar a solidariedade, que é o fundamento da esperança".


"Porque sem esperança a vida perde tanto do seu sentido" e porque a "solidariedade constitui uma das razões de ser da esperança".


Reportando-se ainda às tragédias causadas pelos incêndios, o Presidente comentou que todos os portugueses entenderam o apelo e "foram inultrapassáveis".


"Assim estão a ser, agora, neste Natal. Vivendo a solidariedade em espírito de família. Com aquelas famílias para as quais há lugares vazios na casa, na mesa, na vida. Lugares ainda ocupados há dois, há seis meses", concluiu.


Este ano, os incêndios florestais provocaram mais de 100 mortos, 66 dos quais em Junho em Pedrógão Grande e 45 em Outubro na região Centro, cerca de 350 feridos e milhões de euros de prejuízos.




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mais votado Anónimo Há 3 semanas

Numa economia, existem 2000 pilotos de aeronave apaga-fogos distribuídos pelos cargos de chefia do sector público, da banca privada e das empresas privadas de transporte terrestre que nada têm a ver com aviões-tanque. Essa economia precisa de 2000 pilotos de aeronave apaga-fogos, mas tem 2000 chefes a mais no sector público, na banca privada e nas empresas privadas de transporte terrestre. Estes chefes têm carreiras cheias de bónus, benefícios e progressões automáticas por antiguidade que os seus sindicatos negociaram com governantes eleitoralistas ao longo dos anos. O dinheiro que o sector público, a banca privada e as empresas privadas de transporte terrestre gastam para pagar a esses 2000 chefes desnecessários, mal alocados e incrivelmente qualificados em pilotagem sob condições extremas é equivalente ao que seria necessário ao mercado de capitais doméstico para investir no sector da aeronáutica aplicada aos incêndios naquela economia. O mercado laboral é rígido. O que fazer?

comentários mais recentes
mr Há 3 semanas

O melhor que podiam fazer pelas vitimas, em vez de tantas palmadinhas e abraços, seria descobrir os autores de tantas ignições. Quem andou a incendiar o País e com que propósito?

Anónimo Há 3 semanas

As pessoas podem-se autopropor enquanto ofertantes de factor trabalho no mercado de trabalho assalariado, avençado ou seja lá o que for. A partir do momento que um conjunto de leis permite que essas pessoas, quando chegadas a uma situação de injustificável sobreemprego ou sobrepagamento, sejam excedentárias de carreira ou sobrepagas bem acima do preço de mercado, o Estado, a economia e sociedade sofrem as consequências negativas e obviamente toda a pessoa contribuinte, utente, consumidora, trabalhadora com real procura de mercado, inovadora, empreendedora, investidora ou accionista, é implacavelmente prejudicada devido à actividade daninha das primeiras. A economia empobrece, o Estado definha, a sociedade torna-se iníqua. Mortes perfeitamente evitáveis acontecem também... E é isto que tem de mudar em Portugal.

Anónimo Há 3 semanas

Marcelo já se definiu há muito tempo. O que ele quer são votos, likes e dar palmadinhas nas costas. O excedentarismo dá-lhe votos, as pensões de reforma que dão tudo hoje e nada amanhã dão-lhe likes e as palmadinhas nas costas dos pobrezinhos e esquecidos é o que melhor sabe fazer sem contudo solucionar de modo inteligente, justo e sustentável o que quer que seja.

Anónimo Há 3 semanas

Numa economia, existem 2000 pilotos de aeronave apaga-fogos distribuídos pelos cargos de chefia do sector público, da banca privada e das empresas privadas de transporte terrestre que nada têm a ver com aviões-tanque. Essa economia precisa de 2000 pilotos de aeronave apaga-fogos, mas tem 2000 chefes a mais no sector público, na banca privada e nas empresas privadas de transporte terrestre. Estes chefes têm carreiras cheias de bónus, benefícios e progressões automáticas por antiguidade que os seus sindicatos negociaram com governantes eleitoralistas ao longo dos anos. O dinheiro que o sector público, a banca privada e as empresas privadas de transporte terrestre gastam para pagar a esses 2000 chefes desnecessários, mal alocados e incrivelmente qualificados em pilotagem sob condições extremas é equivalente ao que seria necessário ao mercado de capitais doméstico para investir no sector da aeronáutica aplicada aos incêndios naquela economia. O mercado laboral é rígido. O que fazer?

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