Orçamento do Estado Marcelo deixa Orçamento fora do discurso do 5 de Outubro

Marcelo deixa Orçamento fora do discurso do 5 de Outubro

Presidente evitou mais pressão sobre o Governo, depois de dias a deixar recados sobre Orçamento e a economia. Marcelo falou sobre a ética na política e pediu aos políticos que dêem o exemplo.
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Marta Moitinho Oliveira 05 de Outubro de 2016 às 21:52

Depois de vários dias de avisos ao Governo sobre o Orçamento do Estado para 2017, o Presidente da República evitou o tema no discurso das comemorações da Implantação da República. No 5 de Outubro, Marcelo Rebelo de Sousa escolheu falar em ética dos políticos. Uma opção que alivia a pressão sobre o Executivo que quer negociar o Orçamento com Bloco, PCP e Verdes de forma discreta.  

A nove dias da entrega do Orçamento do Estado para 2017 e numa altura em que os partidos da esquerda parlamentar que suportam o Governo ainda não fecharam o documento, a mensagem do Presidente no 5 de Outubro era aguardada com alguma expectativa.

Isto porque os discursos em cerimónias oficiais de datas simbólicas são normalmente usados para dar recados que os presidentes querem que sejam ouvidos por todos. Além disso, os últimos dias têm sido marcados pela insistência do Presidente em avisar o Governo da necessidade de não adoptar medidas no Orçamento que penalizem o investimento. No final de Setembro, Marcelo Rebelo de Sousa disse que "a realidade é mais forte do que a ideologia" para afirmar que "inevitavelmente" Portugal fará as mudanças necessárias para atrair investimento. A preocupação do chefe de Estado é com o crescimento económico, já que em matéria de contas públicas acredita que o défice ficará nos 2,5%, o limite de Bruxelas para este ano.   

Mas a escolha de Marcelo recaiu sobre o que devem os políticos fazer para evitar o afastamento dos cidadãos face à democracia, poupando assim o Governo a mais pressão em matéria orçamental.

cotacao Está vivo o princípio de que todo o poder deve evitar confusão com o poder económico  garantindo isenção e credibilidade. Marcelo Rebelo de Sousa Presidente da República

"Casos a mais de princípios a menos" 

Num curto discurso, o Presidente da República deixou um alerta quanto ao cansaço dos cidadãos perante "casos a mais de princípios a menos" por parte de responsáveis políticos que, pelo contrário, devem "dar o exemplo constante de humildade, frugalidade e proximidade". "Está vivo o princípio de que todo o poder deve evitar confusão ou promiscuidade com o poder económico, assim garantindo a sua isenção e credibilidade", afirmou o chefe de Estado.

Marcelo não falou em casos concretos, mas o aviso surge depois de um Verão marcado pela polémica em torno das viagens oferecidas pela Galp a três secretários de Estado para assistir a jogos de futebol do campeonato europeu. E que levou o Governo a fixar um novo código de conduta e os três governantes a pedirem escusa na análise de processos que envolvam a petrolífera.

"De cada vez que um político se deslumbra com o poder, se acha o centro do mundo, se distancia dos governados e alimenta clientelas, de cada vez que isso acontece aos olhos do cidadão comum é a democracia que sofre", concretizou o Presidente.

Em reacção ao discurso, o primeiro-ministro defendeu a necessidade de a classe política retomar um princípio "há muito esquecido" que é "prometer e cumprir". João Oliveira, o líder parlamentar do PCP, considerou que a Constituição é o "melhor compromisso" para responder aos problemas dos portugueses.

O secretário-geral do PSD, Matos Rosa, considerou que Marcelo deixou um "recado muito importante" para o Governo contra a "política do populismo, da espuma dos dias, longe dos portugueses". 




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mais votado Anónimo 06.10.2016


PS DEIXA MORRER UTENTES DO SNS... PARA DAR MAIS DINHEIRO À FP:

- PS aumenta despesa com salários da FP em 500 milhões de Euros;

- PS reduz horário da FP para 35 horas;

- PS corta orçamento dos Hospitais Públicos.

comentários mais recentes
Anónimo 06.10.2016


SALÁRIO MÉDIO DOS PROFESSORES PORTUGUESES É O 3.º MAIS ALTO DA EUROPA, EM 2015.

"No caso dos docentes com salários mais altos, em que o rendimento dos docentes é superior ao PIB per capita, Portugal aparece em destaque como o terceiro com salários mais elevados da Europa: Bosnia Herzegovina (327%), Chipre (282%) e Portugal (245%)."

Relatório da Eurydice.

Anónimo 06.10.2016


PS DEIXA MORRER UTENTES DO SNS... PARA DAR MAIS DINHEIRO À FP:

- PS aumenta despesa com salários da FP em 500 milhões de Euros;

- PS reduz horário da FP para 35 horas;

- PS corta orçamento dos Hospitais Públicos.

Anónimo 05.10.2016

Uma absoluta mediocridade: apenas um foi eleito pelo povo... O resto é o resultado de vitórias de secretaria...

Não há alegria, só culpa, só remorso, só medo, estampados nos rostos...

E eles sabem disso e eles sabem que nós sabemos, daí o desconforto, daí a tristeza!

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