Política Marcelo Rebelo de Sousa: "Governo encontra-se numa posição menos frágil na sua afirmação política"

Marcelo Rebelo de Sousa: "Governo encontra-se numa posição menos frágil na sua afirmação política"

O Presidente da República sublinhou esta tarde que, embora o Governo português esteja hoje perante uma conjuntura económica desafiante, politicamente está numa posição menos frágil do que em Março. Com Pedro Passos Coelho na audiência, deixou também alguns recados à oposição.
Marcelo Rebelo de Sousa: "Governo encontra-se numa posição menos frágil na sua afirmação política"
Nuno Aguiar 13 de Outubro de 2016 às 20:54

Referindo-se aos últimos sete meses desde que tomou posse, Marcelo Rebelo de Sousa fez uma síntese dos desenvolvimentos positivos e negativos no que diz respeito à governação do país. Em Março deste ano, "muitos investidores não acreditavam na nova solução governamental", desconfiavam da sua orientação social ou achavam que o Executivo iria dissolver-se cedo", explicou durante a sua intervenção na conferência organizada pelo Fórum para a Competitividade sobre "uma estratégia para o crescimento" da economia portuguesa.

 

Sete meses depois, algumas coisas melhoraram outras contribuem para que a desconfiança continue a existir. Entre os pontos positivos, o Presidente falou da durabilidade do actual Governo, diminuição da crispação política e social, início da consolidação da banca, sensação de que a meta de 2016 pode ser cumprida, a não aplicação de sanções pela Comissão Europeia, o bom ano turístico e digital, assim como a evolução do mercado de trabalho. Por outro lado, entre os factores de pressão, está uma clivagem entre os partidos e parceiros sociais – "contrastando com a [evolução da] sociedade" -, o facto de as previsões para o PIB e o investimento não se estarem a confirmar, sem que o consumo interno consiga compensar, os efeitos (ainda que depois mitigados) da lei das 35 horas na Função Pública e o surgimento de impostos indirectos para cumprir o rigor orçamental "ao mesmo tempo que se repõem rendimentos cortados e prestações sociais".

 

"Nestes sete meses, a estabilidade política, o arranque da consolidação dos bancos e o respeito das metas ajudaram a melhorar o panorama desde o início do ano. A evolução económica de base e a complexidade de cumprir o défice, dar benefícios sociais e criar condições para o investimento são os problemas que persistem como preocupações no final de 2016", afirmou. "Tudo somado, o Governo encontra-se numa posição menos frágil em termos de afirmação política, mas num quadro económico complexo."

 

Ainda assim, foi um discurso de distribuição de recados para o Governo, mas também para a oposição. Para António Costa houve várias notas sobre investimento, nomeadamente avisos sobre o facto de a confiança ser um "bem imaterial, raro e volátil". Apesar de não se cingir a dados palpáveis, "é mais fácil com dívidas públicas controladas" e "demora a afirmar-se, mas desaparece num ápice". Para o futuro, não vale a pena esperar por ajudas da Europa e do mundo. "O essencial do trabalho terá de ser nosso."

 

Pedro Passos Coelho que, com Maria Luís Albuquerque, estava na audiência, também ouviu algumas sugestões para os partidos da oposição. Além da já referida clivagem política e social que não acompanha a sociedade portuguesa, Marcelo diz que um dos seus objectivos é criar condições para que Governo e a oposição sejam o mais claros e fortes possível, de forma a "assegurar aos portugueses caminhos inequívocos de escolha".  Outro é apoiar o cumprimento de compromissos europeus, "evitando dramatizações e especulações indesejáveis". Já no final do discurso referiu que governo e oposição se devem demarcar, mas que "vale a pena – sem escamotear a verdade – acreditarmos em nós próprios"

 

Entre os outros objectivos enunciados esta tarde pelo Presidente da República estão: garantir a estabilidade política e social; continuar a estabelecer pontes e acordos de regime para um crescimento de médio e longo prazo; apoiar a consolidação do sector bancário; chamar a atenção o desafio de aliar consolidação orçamental e justiça social; garantir uma maior utilização dos fundos europeus; promover reflexões sobre investimento, estabilidade fiscal, justiça, produtividade, reforma do estado e mercado laboral; e incentivar áreas promissoras como o turismo e a economia digital.

 




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mais votado Anónimo Há 3 semanas


Comemorações Oficiais

FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO


AS PENSÕES DOURADAS DA CGA

As reformas mais antigas são as mais elevadas porque tiveram fórmulas mais favoráveis.
São também aquelas em que as pessoas se reformaram/aposentaram com menos idade.
Por isso devem ter os maiores cortes.

Ex: Muitas pessoas reformaram-se/aposentaram-se com 36 anos de descontos e 54 de idade.
Ou seja, muitas dessas pessoas vão estar mais anos a receber a pensão, do que os anos que trabalharam e descontaram.
Basta que vivam até depois dos 90 anos, o que se verifica com cada vez mais pessoas.

Pergunta: Estas pessoas fizeram descontos suficientes para terem a pensão que recebem?

Resposta: Não, nem para metade.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas


PS . BE . PCP são uns PHILHOS DE PHU TA que xupam o sangue ao POVO...

para dar mais dinheiro e privilégios aos FP & CGA.

O PSD è atraído por estas figurinhas Há 3 semanas

Sr.Presidente gostava de saber a sua opinião sobre o seu amigo Presidente da Câmara de Celorico de Bastos ,que é arguido por corrupção e continua no poleiro.

Anónimo Há 3 semanas

Observem a cara de cu de toda a plateia: o ambiente está de cortar à faca! Todos sabem o que aconteceu no verão passado!

Anónimo Há 3 semanas

Fodda-se la o cao marcelo que nao largo o osso Passos.

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