Marcelo Rebelo de Sousa: RTP2 "era o brinquedo ideal para José Eduardo Moniz"
06 Agosto 2012, 09:52 por Jornal de Negócios Online | negocios@negocios.pt
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O comentador político considera que para os privados a venda da RTP2, em vez do primeiro canal, é desvantajoso porque como será "mais barato" haverá mais potenciais interessados. E considera que seria "o brinquedo ideal para José Eduardo Moniz."
“Não acho nada que seja melhor” vender-se a RTP2 em vez da RTP1, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa no seu comentário semanal na TVI.

“Da parte do Governo, se for esse o cenário é inteligente, porque pode sempre dizer aos opositores” que mantém a RTP1, mantém “o canal mais importante. E politicamente é muito útil para todos os governos manter a RTP1, tem um peso que não tem a RTP2.”

“Mas para os competidores privados tem este problema: se se mantém a RTP1, que é a que tem audiência, a RTP2 é mais barata porque vale menos, portanto vai ter mais concorrentes para a aquisição. E um grupo privado pega na RTP2 com uma audiência pequenina e pode aumentá-la, portanto maior concorrência para os grupos privado.”

“Diria que uma pessoa como José Eduardo Moniz, supondo que tinha dinheiro para o poder fazer… Era o brinquedo ideal para José Eduardo Moniz. Pegar numa RTP2 pequenina e dizer: ‘Agora vamos aqui fazê-la crescer’.” E assim “entrar em concorrência com os canais privados e com a RTP1.”

Quanto às novidades sobre as fundações, depois da auditoria realizada, Marcelo Rebelo de Sousa considera que “finalmente começou a cortar-se umas gordurazinhas.”

“Acho muito importante porque assistia-se em Portugal a uma coisa nunca vista: a fraude à ideia de fundação. Primeiro criavam-se fundações sem fundo. Segundo, o Estado e entidades públicas criavam fundações que no fundo eram o desdobramento do Estado, para fugir às regras da contabilidade, para fugir ao controlo do Tribunal de Contas…”

Questionado sobre se podia ter ido mais longe, Rebelo de Sousa considera que “já ter feito isto é muito bom.”

O comentador político considera também que o PSD “não pode renunciar a ser popular” e “deve mostrar que não tem medo da rua e que continua a ter a capacidade de mobilização popular que sempre teve no Governo e na oposição”. Estas declarações surgem depois de ter sido anunciado que a festa do Pontal, que marca a reentré do PSD após o Verão, vai decorrer este ano num hotel de quatro estrelas, em vez de ser na rua como é habitual.
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