"Beneficiária foi a licenciatura de José Sócrates. Esse, ao menos , fez seis vezes mais cadeiras", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa que considera o caso da licenciatura de Miguel Relvas "desgasta" o Governo e deixou o ministro "muito enfraquecido". O comentador avança mesmo com nomes que podem substituir o actual ministro-adjunto.

“A própria fundamentação [da licenciatura de
Miguel Relvas] é, cientificamente, muito fraca”, e é “do mais frágil que se pode imaginar”, afirmou o comentador político na rubrica semanal na
TVI. “Beneficiária foi a licenciatura de
José Sócrates. Esse, ao menos , fez seis vezes mais cadeiras. Depois foi tudo estranho no final, mas tirou cinco ou seis vezes mais cadeiras.”
Apesar deste caso ser “desgastante” para o Governo, Marcelo Rebelo de Sousa considera “ridículo” ser “uma razão específica” para se fazer uma
remodelação governamental.
Contudo, este caso tornou-se “um desgaste para o Governo na sua credibilidade”, deixando o ministro “enfraquecido”, já que “passa metade do seu tempo a defender-se.”
Por isso “o Governo tem um buraco” no seu Governo. E “como é que o buraco podia ser preenchido? Pensei em três nomes” para substituir Miguel Relvas. O primeiro, Paulo Rangel, “está fora de causa porque não engrenaria com Passos Coelho.
“E depois havia duas hipóteses. Nuno Morais Sarmento e Marques Mendes”, apontou.
Mas “Morais Sarmento tem o problema de não ser um passista.”
Já Luís Marques Mendes tem a experiência da presidência do Conselho de Ministros na Governo de
Cavaco Silva e posteriormente no Executivo de
Durão Barroso como ministro dos Assuntos Parlamentares. “Foi líder do partido” e “conhece o que é a coordenação política e jurídica”, acrescentou o comentador político.