Economia Maria Amélia Ferreira e Leonor Teles são as novas Donas da "casta" Ferreirinha

Maria Amélia Ferreira e Leonor Teles são as novas Donas da "casta" Ferreirinha

A médica e investigadora Maria Amélia Ferreira, directora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, e a cineasta Leonor Teles ganharam a 29.ª edição do Prémio Dona Antónia Adelaide Ferreira, galardão que distingue mulheres portuguesas com alma de “Ferreirinha”.
Maria Amélia Ferreira e Leonor Teles são as novas Donas da "casta" Ferreirinha
A médica e investigadora Maria Amélia Ferreira ganhou o Prémio Consagração de Carreira.
Rui Neves 04 de julho de 2017 às 18:00

A homenagem a um "percurso de vida consolidado merecedor de inequívoco reconhecimento público" e um "estímulo a uma carreira com relevância nacional em fase de desenvolvimento, neste caso concreto na área do audiovisual".

 

A médica e investigadora Maria Amélia Ferreira (na foto) e a cineasta Leonor Teles vão receber hoje, 4 de Julho, pelas 18 horas, nas Caves Ferreira, em Vila Nova de Gaia, o Prémio Dona Antónia Adelaide Ferreira.

 

Os promotores deste galardão, a Sogrape Vinhos e os herdeiros de Dona Antónia, decidiram atribuir o Prémio Consagração de Carreira a Maria Amélia Ferreira pela sua "longa e prestigiada carreira, onde a integração da actividade profissional numa área muito distintiva, como é a educação médica e a investigação biomédica, se completa com uma extensa actividade na área da responsabilidade social, desenvolvida de modo inovador na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e extensível à sociedade civil no âmbito da missão de inovação e economia social das Misericórdias Portuguesas, nomeadamente no exercício das funções de provedora da Santa Casa da Misericórdia de Marco de Canavezes e de presidente do Secretariado Regional do Porto da União das Misericórdias Portuguesas".

 

Em suma, prossegue a Sogrape, em comunicado, "estamos perante uma carreira profissional que é um exemplo de dedicação plena ao serviço público, desenvolvida ao longo de quase quatro décadas nas principais vertentes de âmbito universitário: ensino e investigação", sendo que, sublinha-se ainda, "enquanto médica, Maria Amália Ferreira reconheceu a emergência do valor da responsabilidade social como eixo do desenvolvimento institucional".

 

Já Leonor Teles (na foto ao lado), a quem foi atribuído o Prémio Revelação, é "uma jovem e talentosa criadora que se distingue na área dos documentários e no ramo da fotografia para cinema e publicidade, merecendo especial destaque as conquistas alcançadas com a sua primeira curta-metragem, "Balada de um Batráquio", que ganhou, em 2016, o Urso de Ouro na Berlinade e o Firebird Award no Festival de Cinema de Hong Kong, só para citar as distinções mais relevantes", enfatizam os promotores do evento.

 

Como já se tornou tradição, além do prémio atribuído a Leonor Teles, será também entregue um donativo para um projecto que se identifique com a premiada. Assim, a Associação Portuguesa de Realizadores beneficiará de um donativo da marca por cada garrafa vendida em Portugal da gama Reserva Dona Antónia de Porto Ferreira, nos próximos meses de Agosto e Setembro próximos.

 

Criados em 1988, os Prémios Dona Antónia Adelaide Ferreira visa distinguir, anualmente, "figuras femininas portuguesas que, devido às suas características humanas e capacidades de empreendedorismo, tenham replicado de alguma forma o excepcional exemplo de Dona Antónia nos tempos de hoje, nomeadamente através do contributo para o desenvolvimento económico, social e cultural do País".

 

Em 29 anos, foram distinguidas, entre outras mulheres, Maria Barroso (que faleceu em 2015), Leonor Beleza, Vera Nobre da Costa, Isabel Jonet e Joana Carneiro.

 

Historicamente conhecida como a "Ferreirinha", Dona Antónia Adelaide Ferreira, que assumiu a liderança dos negócios familiares no cultivo da vinha e na produção de vinho do Porto, após ter ficado viúva aos 33 anos, é considerada "personalidade fundamental no desenvolvimento da Ferreira, a única das grandes casas de vinho do Porto que se manteve fiel em mãos portuguesas desde que foi fundada, em 1751, pelos Ferreiras da Régua".




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