Política Maria Luís Albuquerque diz que portugueses, mais do que afectos, precisam de alternativa

Maria Luís Albuquerque diz que portugueses, mais do que afectos, precisam de alternativa

A vice-presidente do PSD Maria Luís Albuquerque entende que mais do que afectos, os portugueses precisam "sobretudo de ter uma alternativa a uma forma de governação", e que ainda não decidiu em quem votar para a liderança do partido.
Maria Luís Albuquerque diz que portugueses, mais do que afectos, precisam de alternativa
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 09 de novembro de 2017 às 07:44
"Acho que os portugueses precisam, sobretudo, é de ter uma alternativa a uma forma de governação, que sintam que representa melhor aquilo que são as ambições, as suas necessidades. As personalidades têm também influência, mas a maneira como os políticos se posicionam é também influenciada pelas circunstâncias", disse em entrevista à Rádio Renascença e ao jornal Público, quando questionada se o PSD precisa de afectos para chegar ao poder em 2019.

Sobre as candidaturas de Rui Rio e Pedro Santana Lopes, Maria Luís Albuquerque disse que decidiu não dizer em quem votará, mas salientou querer ouvir "bastante mais" os dois candidatos à liderança do PSD.

"Aguardaremos até ao fim dessa campanha para obtermos os esclarecimentos todos em termos de posicionamento", indicou, admitindo no entanto "coerência a Rui Rio".

Na entrevista, a vice-presidente do PSD disse também que tem "pena" que Pedro Passos Coelho se tenha demitido, salientando que este "nunca seria, em qualquer circunstância, um problema para o PSD".

Questionada sobre se Pedro Passos Coelho tivesse sido primeiro-ministro numa altura de maior bonança a percepção dos portugueses seria diferente, Maria Luís Albuquerque sublinhou que a "confiança não depende necessariamente dos afectos ou da percepção de quem é que gosta mais".

No que diz respeito às eleições para a liderança do partido, Maria Luís Albuquerque disse que não pensou candidatar-se e não tenciona ponderar.

"Não, não pensei. O que importa na liderança são as pessoas, as personalidades. Ser uma personalidade feminina ou masculina é necessariamente diferente, essas diferenças felizmente existem, mas não é o facto de ser mulher ou homem que torna alguém especialmente adequado para qualquer cargo", disse.

Maria Luís Albuquerque defendeu também que o ministro das Finanças, Mário Centeno, devia reduzir a dívida "nominalmente".

"Eu fiquei muito chocada quando ouvi o ministro da Economia dizer que não havia espaço para baixar impostos às empresas. Se ele tivesse dito 'fizemos opções diferentes', seria uma informação muito honesta. Haveria claramente a possibilidade de uma combinação diferente, sendo que ter défice zero ou excedente é uma coisa positiva", disse.

No entender da vice-presidente do PSD, "reduzir a dívida, tanto em percentagem do PIB como em valor absoluto, é o maior contributo que podemos dar para a sustentabilidade futura".

À pergunta sobre como tem visto o crescendo de Assunção Cristas, Maria Luís Albuquerque disse que esta "é uma líder ainda relativamente recente no CDS, [e que] está num processo de afirmação".

"É uma pessoa empática, que comunica bem. O CDS é um partido diferente do PSD em muitas questões, mas é um aliado natural, pela nossa história e pelos valores que partilhamos. Mas somos diferentes. E não é comparável a dimensão do CDS à dimensão do PSD", sublinhou.



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mais votado Anónimo 09.11.2017

Maria Luís Albuquerque diz que portugueses, mais do que afectos, precisam de alternativa

ESTA GAJA SE TIVESSE VERGONHA NA CARA, ESTAVA CALADA!

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eleitor 09.11.2017

PSD e CDS não tem realmente vergonha no f.......o . O pior é que há saudosistas desta gente que tanto os infernizou !.......O tempo da velha Sra, deixou marcas profundas na mentalidade de muitos Portugueses ..........mas enfim !!!!

Falou a Maria Luís 09.11.2017

A canzoada tirou logo o açaime! ... Isto é o maior elogio que pode ter!
Como a canzoada diz bem do RRio e do Santana, logo não prestam pertencem às lojas maçónicas.

Anónimo 09.11.2017

Maria Luís Albuquerque diz que portugueses, mais do que afectos, precisam de alternativa

ESTA GAJA SE TIVESSE VERGONHA NA CARA, ESTAVA CALADA!

A geringonça foi uma dádiva de Deus. 09.11.2017

A tua alternativa já sabemos qual é, é procriar com cofres cheios falidos . Ex.votante do PSD com meu voto não mamas mais.

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