Economia Maria Luís nega "injustiça" na avaliação de ‘lixo’ do ‘rating’ português

Maria Luís nega "injustiça" na avaliação de ‘lixo’ do ‘rating’ português

A ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque afirmou não ver "injustiça" na avaliação da agência de notação financeira Standard & Poor's, que manteve hoje o 'rating' português em 'lixo', e considerou uma "desilusão" que Portugal continue "nesta situação".
Maria Luís nega "injustiça" na avaliação de ‘lixo’ do ‘rating’ português
Bruno Simão/Negócios
Lusa 17 de março de 2017 às 23:56

Em Barcelos, para intervir numa conferência organizada pelas Mulheres Social-democratas do concelho, a também vice-presidente do PSD considerou "razoáveis" os argumentos da Standard & Poor's (S&P) para manter aquela avaliação.

 

A S&P manteve hoje o 'rating' atribuído a Portugal em 'BB+', ou 'lixo', com perspectiva estável, justificando a avaliação com o elevado endividamento público e privado e com as fraquezas do sistema bancário português, embora admita que o crescimento económico tenha ganho força na segunda metade do ano passado. "Eu confesso que não vejo injustiça", afirmou, recorrendo aos argumentos da S&P, os quais considerou serem "razoáveis".

 

"O elevado nível de endividamento, a dívida pública, que tinha reduzido em 20125 voltou a subir em 2016, o endividamento privado também continua muito elevado, o crescimento reduziu face aquilo que vinha de 2015 e há uma conjunto de medidas que representam potenciais problemas para a competitividade e criação de emprego", enumerou.

 

A ex-titular da pasta das Finanças do Governo de Pedro Passos Coelho, lamentou que o actual Governo não tenha conseguido dar "melhores argumentos" à S6P para que Portugal saísse "desta situação de lixo".

 

Maria Luís Albuquerque confessou-se por isso desapontada. "É uma desilusão que o pais continue nesta situação e que não consiga registar, de facto, as melhorias que estávamos prestes a registar no final de 2015", concluiu.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 5 dias

Os deputados não deviam poder acumular vários tachos. O número de deputados devia ser igual a 80, número aceitável para um país como Portugal. As reformas deviam ser atribuidas aos 40 anos de serviço. As ajudas de custo deviam ser inferiores. Os "espertos" continuam as falcatruas e os malabarismos!

Mare_Nostrum Há 5 dias

Todos queremos o melhor para Portugal, a forma como la' se pode chegar e' q e' diferente, sendo uns + eficientes do q os outros a atingir esse resultado. António Costa dizia, p. ex. (Abril de 2015) num artigo deste jornal "É possível ter melhores resultados virando a página da austeridade". A economia/PIB cresceu 1.6% em 2015 (PSD+CDS). Agora cresce menos, apenas 1.4%, sendo as previsões para todos os anos ate' 2019 nao superiores a 1.6%. Alem disso a divida aumenta. Onde estao os melhores resultados entao? Com a objectividade de quem nao quer perder dinheiro a uma republica que gere mal as contas - os juros a 10 anos ai' estao acima dos 4%, o dobro do q durante a "maldita" austeridade! O deficit nos 2.1%, descontando o perdão fiscal e as enormes dividas empurradas com a barriga para a frente no sistema de saúde, seria realmente de quanto? Deve ser mau feitio, mas os mercados nao compram a "maravilha" q o PS quer vender como se fossem todos uns tolos. Espanha cresce 3%, Irlanda >5% PIB

pertinaz Há 6 dias

CARREGA MARIA LUÍS !!!

“No meu tempo, ele [banco] era público e essas agências existiam, porque é que agora têm de encerrar, agora que o banco tem de ser defendido como um banco público apoiado por comunistas, bloquistas e socialistas, isto é de um cinismo atroz, um cinismo atroz”

Maria Santos Há 6 dias

Quem é que o geriu? Esta sra. e outros que tais... E....Esta sra devia, pelo menos, defender o País onde usufrui demasiados rendimentos;publico e privado! E porquê? Com que direito? Como pode o "lixo" pagar tais rendimentos? Enfim..."Que fazer quando tudo arde"

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