União Europeia Marine Le Pen chama "escória" a autores dos motins em França

Marine Le Pen chama "escória" a autores dos motins em França

A candidata da extrema-direita aproveita os violentos confrontos nos arredores de Paris para atacar o "laxismo generalizado" no poder político e judicial, e reiterar que "a segurança não é um privilégio, mas um direito fundamental".
Marine Le Pen chama "escória" a autores dos motins em França
Reuters
António Larguesa 13 de fevereiro de 2017 às 17:13

Ao fim de quase dez dias de protestos violentos em várias localidades nos arredores de Paris, Marine Le Pen criticou esta segunda-feira, 13 de Fevereiro, o silêncio do governo francês que "reflecte tanto a sua covardia como a sua impotência" perante estes episódios que "envergonham" o país.

 

Num comunicado à imprensa divulgado esta tarde, a candidata da extrema-direita lamenta os "danos consideráveis" nos bens públicos e privados causados por esta onda de violência e afirma que as forças de segurança estão a ser alvo de um grupo de indivíduos que apelida de "escória" ["racailles", no original em francês], que "ninguém dissuade". Incluindo a Justiça, acrescenta, "num contexto de laxismo generalizado".

 

A expressão pejorativa utilizada pela candidata anti-imigração, que lidera as sondagens para a primeira volta das Presidenciais de Abril, tem sido usada nas últimas horas também por outros elementos do seu partido. Foi o caso do vice-presidente, Florian Philippot, que este domingo defendeu prisão perpétua ou a expulsão imediata dos manifestantes, no caso de serem estrangeiros.

 

 

Os confrontos em França, que se têm repetido todas as noites, começaram a 5 de Fevereiro depois de quatro polícias terem sido acusados de atacar um rapaz negro, de 22 anos, em Aulnay-sous-Bois. Uma zona próxima daquela onde, há 12 anos, teve início uma onda de tumultos que acabou por se espalhar pelo país. A sobrinha da cabeça-de-lista, Marion Marechal Le Pen, já reclamou que "o apoio a Theo é uma desculpa para atacar os polícias".

 

"Recordamos que o nosso país está numa situação de estado de emergência. Mas de que serve ela se o governo se recusa a utilizar os meios de que dispõe para manter a ordem pública e fazer respeitar a autoridade do Estado? A segurança não é um privilégio, mas um direito fundamental que deve ser restaurado por todos os franceses", escreveu Marine Le Pen, apontando à "indiferença total" das autoridades.

 

A pré-campanha eleitoral em França começa a subir de tom à medida que se aproxima a ida às urnas, agendada para 23 de Abril. Uma sondagem da Opinionway mostra que o ex-ministro da Economia Emmanuel Macron, que concorre como independente, é o mais bem colocado para derrotar Marine Le Pen na segunda volta, a 7 de Maio: consegue 63% dos votos, contra 37% da líder da Frente Nacional, que já prometeu aquilo que seria uma custosa saída do Euro e da União Europeia.

 

Também esta segunda-feira foram divulgadas as suspeitas do partido de Macron de que Moscovo se está a "intrometer" na campanha presidencial, à semelhança do que aconteceu nos Estados Unidos. O secretário-geral do partido "En Marche!", Richard Ferrand, denunciou a difusão de notícias falsas para veicular rumores e ataques informáticos à candidatura com origem na Rússia, alegando um favorecimento de Vladimir Putin a Marine Le Pen.




A sua opinião10
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
pj 13.02.2017

Meninos vamos a ter calma. Senão.....

estrela 13.02.2017

O mundo está governado por anormais

iraniano 13.02.2017

Outro anormal

norte coreano 13.02.2017

Outra besta

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub