Finanças Públicas Mário Centeno: “Os funcionários públicos não são um peso para o Estado”

Mário Centeno: “Os funcionários públicos não são um peso para o Estado”

No dia em que Bruxelas elogiou o Governo e validou as previsões para a economia portuguesa em 2017, o Ministro das Finanças aproveitou para fazer o elogio da Administração Pública e para devolver aos funcionários do Fisco parte dos bons resultados.
Mário Centeno: “Os funcionários públicos não são um peso para o Estado”
Bruno Simão
Elisabete Miranda 11 de maio de 2017 às 17:58

Esta quinta-feira, o Governo ouviu a Comissão Europeia credibilizar as suas previsões de crescimento para este ano e a abrir a porta à saída do País do procedimento por défices excessivos e Mario Centeno, que ao final da tarde se deslocou à Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, para encerrar a conferência que assinala os 40 anos do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, não deixou passar as boas notícias em claro. No seu discurso, recolheu os louros e partilhou parte do sucesso com os funcionários do Fisco.

 

Segundo o ministro das Finanças, a mensagem de Bruxelas vem " reforçar a mensagem que temos [o Governo] transmitido de que felizmente as contas públicas portuguesas estão numa trajectória de consolidação duradoura".

 

Esta trajectória, que "permitirá ao país enfrentar nos próximos tempos em condições bastante distintas que enfrentávamos há alguns anos", é resultado  "do esforço de muitos portugueses e também dos trabalhadores dos impostos", que têm assegurado os níveis de cobrança da receita fiscal dentro das estimativas.

 

Numa sala repleta de funcionários do Fisco, os trabalhadores foram louvados "pelo seu contributo para o menor défice da história democrática", uma menção que fez romper aplausos.

 

Em jeito de elogio e auto-elogio, Mario Centeno prosseguiu que são "estes factores que fazem recuperar a confiança, que fazem com que o investimento estejam a crescer 10% este ano, que tenhamos o maior crescimento do emprego desde os anos 1990, e a maior redução de desemprego desde que existe informação estatística disponível".

 

No seu discurso o ministro aproveitou ainda para sublinhar que "os funcionários públicos não são um peso para o Estado, não são uma despesa, são um investimento em capital humano". E que "é com eles que o Estado cumpre a sua missão".

 

E será por valorizar a Função Pública e trabalhadores em geral que o Governo está empenhado em resolver os problemas de precariedade no seu seio, em garantir a revalorização dos salários e em dinamizar a contratação colectiva, garantiu. 

As previsões da Comissão Europeia para Portugal em cinco gráficos:




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mais votado Anónimo 11.05.2017

A solução é flexibilização do mercado laboral, coisa que já existe em grande medida nas economias mais desenvolvidas mas não em Portugal, e Estado de Bem-Estar Social, coisa que já existe em grande medida nas economias mais desenvolvidas mas não em Portugal porque o Estado de Bem-Estar Social português é só para uma parte da população e por isso temos uma Função Pública (e agora também um sector bancário) de Bem-Estar Social, mas não um Estado. Para a sustentabilidade dos Estados, a competitividade das economias e a equidade das sociedades do mundo desenvolvido, os custos do excedentarismo e da blindagem anti-mercado que o garante e perpétua são incomensuravelmente maiores do que aquele Estado de Bem-Estar Social universal num mercado efectivamente concorrencial e flexível.

comentários mais recentes
alvaro 16.08.2017

Privatizem-se as funções do Estado ! ! ! !

IS 12.05.2017

Afirmações de circunstância do Prof Mário Centeno.

IS 12.05.2017

O Albano Carvalho de Leça da Palmeira, Porto é um autêntico ignorante que coloca (!!!) em tudo o que é frase.

Anónimo 12.05.2017

Querem ver que os outros portugueses, que não são FP, é que são um peso?? Este senhor devia ter vergonha na cara. Já toda a gente se esqueceu que o pessoal que não é de lisboa vai ter de pagar a divida do metro de lisboa? Isto é gente que dá migalhas com uma mão e tira o pão com a outra! aldrabões!

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