União Europeia Marisa Matias é "DJ M&M" nas "Dijsselbloem Nights" contra os estereótipos

Marisa Matias é "DJ M&M" nas "Dijsselbloem Nights" contra os estereótipos

A eurodeputada Marisa Matias é hoje uma das animadoras da festa "Dijsselbloem Nights", assumindo o papel de "DJ M&M" num evento promovido em Bruxelas pelo Grupo da Esquerda Unitária para "combater os estereótipos" relativamente aos países do sul.
Marisa Matias é "DJ M&M" nas "Dijsselbloem Nights" contra os estereótipos
Paulo Duarte
Lusa 27 de junho de 2017 às 14:43

Na sequência da polémica entrevista do presidente do Eurogrupo em Março passado ao jornal Frankfurter Zeitung, na qual Jeroen Dijsselbloem afirmou, referindo-se aos países do Sul da Europa, que "não se pode gastar todo o dinheiro em copos e mulheres e depois pedir ajuda", o Grupo da Esquerda no Parlamento Europeu -- que integra Bloco de Esquerda e PCP -- organiza hoje e quarta-feira duas 'soirées' dedicadas à cultura e diálogo, a primeira das quais grega, portuguesa e cipriota (e a segunda italiana e espanhola).

 

Na festa de hoje, a ter lugar no colectivo Garcia Lorca, no centro de Bruxelas, a eurodeputada Marisa Matias, do Bloco de Esquerda, será uma das protagonistas, ao assumir o papel de "DJ M&M", alcunha que tinha na escola como resultado das iniciais do nome e apelido.

 

Em declarações à Lusa, Marisa Matias confidenciou que esta será a primeira vez que fará de 'disc-jockey' e revelou que começará por reproduzir a mensagem do posto de comando da noite de 25 de Abril de 1974 e o "Grândola, Vila Morena", para de seguida "percorrer um bocadinho aquilo que é a história da música portuguesa nos últimos anos", desde a revolução.

 

A deputada ao Parlamento Europeu afirmou que o objectivo destes serões é "desmistificar preconceitos", como aqueles manifestados pelo político holandês, mostrando "que há uma cultura muito mais vasta e muito mais rica" nos países do sul, o que inclui também uma mostra de produtos gastronómicos.

 

Marisa Matias revelou que Dijsselbloem foi convidado, não tendo ainda respondido.

 

As polémicas declarações de Jeroen Dijsselbloem levaram o Governo português a pedir a sua demissão, tendo o presidente do Eurogrupo, ainda em funções, recusado colocar o lugar à disposição devido ao que classificou como um mal-entendido em torno de palavras que admitiu terem sido infelizes "na forma".

 




A sua opinião10
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 4 semanas

Nos portos da Holanda, essa mesma de Dijsselbloem nascido em Eindhoven que é tão somente um centro mundial de inovação e empreendedorismo bem sucedido assente na grande dinâmica, abertura e flexibilidade do mercado de talento e capital, estão a automatizar todas as áreas e departamentos das instalações portuárias. Os colaboradores excedentários vão ser alvo de rescisão contratual apesar de terem organizado umas greves e contratado uma historiadora portuguesa (De onde haveria de ser?) para criar uns relatórios neoluditas com forte inspiração marxista, para apresentar como argumento reivindicativo à Organização Internacional do Trabalho. https://www.portofrotterdam.com/en/cargo-industry/50-years-of-containers/the-robot-is-coming

comentários mais recentes
Anónimo Há 4 semanas

O mundo não tem culpa de vocês terem feito vida de bandidos económico-sociais ao ponto de se ter que chamar a polícia por 3 vezes. E ela volta cá sempre que vocês insistirem em passar dos limites do tolerável. Convençam-se de uma coisa, enquanto vocês não desistirem das associações de malfeitores que criaram com base na Constituição Socialista de 1976, Portugal será sempre o pior, o mais pobre, o mais injusto e o mais dependente entre os melhores, os mais ricos, os mais equitativos e os mais autónomos do mundo. Se Portugal estivesse em África ou na América do Sul, acredito que os vossos perniciosos intentos criminosos teriam margem de progressão. Mas felizmente Portugal é Europa e está inserido na União Europeia. Essa constitui, paradoxalmente e ao invés da versão da Constituição da República Portuguesa em vigor, a maior garantia que Portugal tem para não decair até aos extremos da iniquidade e da insustentabilidade sem retorno a que vocês o querem levar.

Anónimo Há 4 semanas

Hoje em dia a UE já faz transferências e concede ajudas e financiamentos aos Estados-Membros menos ricos e desenvolvidos. No futuro, com uma UE federal com um orçamento maior e mais competências políticas a nível federal, mais direitos (como mais transferências para os Estados e economias que têm menos, e mais e melhor cidadania europeia) implicarão ainda mais deveres (como reformas adequadas feitas na íntegra e de forma atempada) para cada Estado-Membro. Esses deveres, tantas vezes referidos por instituições como a Comissão Europeia, o FMI e a OCDE de forma quase informal e geralmente inconsequente, hoje em dia não são cumpridos. Com uma UE federal existirão meios e ferramentas para que as reformas, os deveres, avancem no seu tempo e Estados-Membros como Portugal e a Grécia não se desleixem e atrasem tanto por força dos seus políticos eleitoralistas mais irresponsáveis, dos seus sindicalistas chantagistas mais fundamentalistas e dos seus banqueiros criminosos mais extorsionários.

Anónimo Há 4 semanas

Oito razões mais uma para ser na Holanda, e não em Portugal nem na Grécia, que se encontram localizações ideais para estabelecer qualquer boa empresa tecnológica: https://venturebeat.com/2014/03/01/81-reasons-eindhoven-is-the-dream-location-for-a-tech-company/

Anónimo Há 4 semanas

Nos portos da Holanda, essa mesma de Dijsselbloem nascido em Eindhoven que é tão somente um centro mundial de inovação e empreendedorismo bem sucedido assente na grande dinâmica, abertura e flexibilidade do mercado de talento e capital, estão a automatizar todas as áreas e departamentos das instalações portuárias. Os colaboradores excedentários vão ser alvo de rescisão contratual apesar de terem organizado umas greves e contratado uma historiadora portuguesa (De onde haveria de ser?) para criar uns relatórios neoluditas com forte inspiração marxista, para apresentar como argumento reivindicativo à Organização Internacional do Trabalho. https://www.portofrotterdam.com/en/cargo-industry/50-years-of-containers/the-robot-is-coming

ver mais comentários
pub