Política Marques Guedes diz a Marcelo "que se cuide" e desconfie das notícias do primeiro-ministro

Marques Guedes diz a Marcelo "que se cuide" e desconfie das notícias do primeiro-ministro

O ex-ministro do PSD Luís Marques Guedes aconselhou o Presidente da República a desconfiar das boas notícias que lhe são "vendidas pelo primeiro-ministro", acusando o Governo liderado por António Costa de "miséria ética".
Marques Guedes diz a Marcelo "que se cuide" e desconfie das notícias do primeiro-ministro
Miguel Baltazar
Lusa 13 de fevereiro de 2017 às 21:02

"O Presidente da República que se cuide", afirma o deputado social-democrata Marques Guedes, num artigo de opinião publicado esta segunda-feira na 'newsletter' do PSD intitulado "Um Governo sem honra nem palavra".

 

Numa referência a uma passagem já divulgada do novo livro do anterior Presidente da República Cavaco Silva - e que será lançado na quinta-feira -, Marques Guedes diz que "quando as palavras deixam de se conformar com a realidade dos factos, convém passar a olhar com desconfiança para a 'narrativa' e as 'boas notícias' que lhe são vendidas pelo primeiro-ministro".

 

"É que os portugueses não merecem ser constantemente tomados por parvos, e o país não se aguenta por muito tempo na beira do precipício", refere o antigo ministro de Pedro Passos Coelho, acrescentando que "este exuberante exemplo de miséria ética" não o surpreende.

 

"Afinal de contas, este primeiro-ministro e este Governo são legítimos e orgulhosos herdeiros da escola Sócrates", afirma.

 

Na 'newsletter' do PSD, Marques Guedes refere-se a vários casos e, em concreto, a recentes declarações do primeiro-ministro a propósito da polémica à volta da Caixa Geral de Depósitos e da correspondência trocada entre o Ministério das Finanças e o ex-administrador do banco público, António Domingues.

 

"Depois da lamentável versão desportiva de que o 'fairplay' é uma treta, temos agora a vergonhosa versão política do primeiro-ministro para quem as questões éticas não passam de tricas", disse.

 

Luís Marques Guedes, que já desempenhou as funções de líder parlamentar do PSD, questiona ainda "a cumplicidade" de PCP e BE, que suportam no parlamento o Governo minoritário do PS.

 

"Na boa doutrina leninista e estalinista os fins justificam os meios, e desde que continue garantido o seu objectivo último de manter fora do poder quem os portugueses escolheram para governar, tudo engolem e tudo correm, solícitos a branquear", disse. "Ver o PS capturado por esta velha cartilha comunista, isso sim é uma triste novidade", acrescentou.

 

Ainda sobre o caso da Caixa, Marques Guedes lamenta que o primeiro-ministro tenha dito que não tira conclusões sobre a posição do ministro das Finanças, Mário Centeno, "com base em acordos invocados por terceiros, até que se exiba a prova escrita do compromisso ministerial".

 

"Quer isto dizer que, pela sua parte, a negociação feita, os acordos firmados e até a aceitação pelo Conselho de Ministros da lei à medida, redigida pelos interessados, que os concretizaram, não provam nada, não valem nada", lamenta. Para Marques Guedes, "a palavra dada por este governo não é palavra honrada, ou há prova escrita, ou nada feito".

 

O primeiro-ministro confirmou hoje a confiança em Mário Centeno no exercício das suas funções governativas, após um contacto com o Presidente da República.

 

"Tendo lido a comunicação do senhor ministro das Finanças e após contacto com Sua Excelência o Presidente da República, entendo confirmar a minha confiança no professor Mário Centeno no exercício das suas funções governativas", refere o primeiro-ministro, num comunicado enviado à comunicação social, pouco depois de terminar uma conferência de imprensa do ministro das Finanças a propósito da polémica à volta da Caixa Geral de Depósitos.

 

Em conferência de imprensa, o ministro das Finanças tinha afirmado que o seu lugar "está à disposição" desde que assumiu funções e reiterou que o acordo com António Domingues para a liderança da CGD não envolvia a eliminação da entrega das declarações de rendimentos.




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Anónimo Há 1 semana

A Dívida Pública de Portugal é de 241 mil milhões de euros, foi aumentada em mais 10 mil milhões de euros em 2016 por este desgoverno e a comissão europeia vem dizer que as expetativas foram superadas. Provavelmente estavam à espera que a Dívida aumentasse para o triplo!!!

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