Política Monetária May considera Carney “o homem certo” para o Banco de Inglaterra

May considera Carney “o homem certo” para o Banco de Inglaterra

O governador do Banco de Inglaterra Mark Carney anuncia até ao final deste ano se abandona o cargo em 2018 ou prolonga o contrato até 2021.
May considera Carney “o homem certo” para o Banco de Inglaterra
Rita Faria 31 de Outubro de 2016 às 15:07
A primeira-ministra britânica Theresa May acredita que o governador do Banco de Inglaterra é o "homem certo" para o cargo e vai apoiar a sua permanência no comando da autoridade monetária, segundo anunciou a sua porta-voz esta segunda-feira, 31 de Outubro.

Carney (na foto), muito criticado por conservadores favoráveis ao Brexit devido aos seus alertas sobre os riscos de abandonar a União Europeia, vai anunciar até ao final do ano se abandona o cargo de governador do Banco de Inglaterra em 2018 ou se fica até 2021.

"A primeira-ministra tem sido clara no seu apoio ao governador e ao trabalho que está a fazer pelo país", referiu a porta-voz de May, citada pela Reuters. "É claramente uma decisão dele, mas a primeira-ministra apoiaria claramente a sua permanência no cargo para além dos cinco anos. A primeira-ministra sempre teve uma boa relação de trabalho com o governador do Banco de Inglaterra e pretende que isso continue".

Questionada sobre se o canadiano de 51 anos é o homem certo para a função, a porta-voz foi peremptória: "Absolutamente".

Durante o fim-de-semana, várias publicações avançaram que Carney está a preparar-se para deixar o cargo em 2018, enquanto o Financial Times adianta que o governador deverá prolongar o seu contrato até 2021 para gerir a política monetária durante o Brexit.

Carney poderá anunciar a sua decisão já esta quinta-feira, 3 de Novembro, na conferência de imprensa onde vai explicar as decisões de política monetária da instituição.

Os economistas acreditam que o banco central vai optar por manter os juros inalterados, depois de, na reunião de Agosto, ter descido a taxa de referência para o mínimo histórico de 0,25%, para responder ao impacto do Brexit na economia. 



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