União Europeia May já tem Governo, mas ainda lhe falta a maioria

May já tem Governo, mas ainda lhe falta a maioria

Theresa May anunciou este domingo a composição do seu segundo governo, onde mantém boa parte dos governantes, numa altura em que ainda prosseguem as negociações com os unionistas irlandeses para garantir uma maioria parlamentar.
May já tem Governo, mas ainda lhe falta a maioria
Paulo Zacarias Gomes 11 de junho de 2017 às 21:47
Apesar da pedrada no charco que ameaçava ser a saída dos dois dos principais conselheiros de Theresa May, e do descontentamento de algumas figuras dos conservadores, a primeira-ministra pouco mexeu no Governo depois de perder a maioria parlamentar herdada de David Cameron.

As nomeações confirmaram o núcleo duro que acompanhou a chefe de Governo depois da saída de Cameron no pós-referendo e até à convocação das eleições e foram feitas numa altura em que ainda decorrem as conversações com os Unionistas Democratas da Irlanda do Norte para recuperar a maioria parlamentar.

Philip Hammond mantém-se o homem-forte das Finanças, enquanto o antigo presidente da Câmara de Londres conserva a pasta dos Negócios Estrangeiros. De Boris Johnson chegou a dizer-se que estaria a ser desafiado para depor May depois da perda de maioria na Câmara dos Comuns, mas o governante negou-o clarificando ontem o seu apoio.

As negociações com a UE também mantêm o mesmo interlocutor - David Davis - enquanto Amber Rudd, a ministra do Interior, conserva o posto semanas depois de dois atentados que marcaram a campanha eleitoral.

Uma das novidades mais relevantes diz respeito a Damian Green, um velho aliado de May, que é promovido a número dois do Executivo. Green, que se bateu contra o Brexit no referendo pode ser visto como uma mudança no rumo das negociações com Bruxelas. À frente da Defesa, também nada muda. Michael Fallon continua na pasta e foi ele o escolhido este domingo para recuar no que Downing Street tinha deixado sair: afinal não há ainda acordo com os unionistas irlandeses para um apoio dos seus dez deputados ao Governo e o cenário de coligação nem sequer se coloca. O que haverá, disse o ministro à BBC, é um entendimento de princípio nas grandes matérias.

Sem mudanças ficaram ainda pastas como a Educação ou a Saúde. As novidades surgem nas pastas da Justiça (David Lidington, até aqui líder dos Comuns, substitui Liz Truss). Uma das surpresas é o regresso de Michael Gove, antigo ministro da Educação e da Justiça de Cameron, que assume agora o Ambiente.

Gove chegou a apoiar Boris Johnson na corrida à liderança dos conservadores, depois da demissão de Cameron, mas retirou-lhe o apoio e acabou por avançar com uma candidatura própria, tendo perdido no verão passado as eleições internas para Theresa May.

"Estou satisfeita por pessoas de todo o partido terem aceitado servir no meu governo. Vamos fazer o nosso trabalho", disse May em entrevista à BBC, este domingo à noite.

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comentários mais recentes
Francisco António Há 1 semana

A Dª Teresa está metida numa camisa de 11 varas e agora não sabe como sair deste sarilho ! Esta coisa chamada Política é tramada !!!

Juca Há 1 semana

Não é só o Costa que é texugo. Pelo sim pelo não mais vale ter a governação à mão, que a ocasião faz o ladrão.

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