Europa May vê "bons progressos" no Brexit. Juncker diz que é preciso milagre

May vê "bons progressos" no Brexit. Juncker diz que é preciso milagre

A primeira-ministra britânica, Theresa May, considerou hoje, em Talin, que foram feitos "bons progressos" nas negociações entre Reino Unido e União Europeia em torno do 'Brexit', designadamente a nível dos direitos dos cidadãos.
May vê "bons progressos" no Brexit. Juncker diz que é preciso milagre
Reuters
Lusa 29 de setembro de 2017 às 10:54

"Estou satisfeita por as negociações terem conhecido progressos e estou desejosa de desenvolver uma relação profunda e especial com a União Europeia, que considero que não é só do interesse do Reino Unido, mas também da UE", declarou May, à entrada para uma "cimeira digital" de líderes europeus, na capital da Estónia.

 

As declarações de May contrastam com aquelas proferidas minutos antes pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que, à entrada para a cimeira, estimou que só por "milagre" é que haverá até final de Outubro progressos suficientes nas negociações com o Reino Unido sobre o 'Brexit' que permitam iniciar a discussão sobre a futura relação.

 

"Daqui até final de Outubro não teremos progressos suficientes, a não ser que aconteça um milagre", declarou Juncker.

 

Já a primeira-ministra britânica sustentou que, sobretudo no domínio dos direitos dos cidadãos no pós-'Brexit' (tanto dos cidadãos europeus radicados no Reino Unido, como dos britânicos a residir em Estados-membros da UE) "foram feitos progressos muito bons, e isso ficou claro nas declarações de ontem (quinta-feira) de David Davis e Michel Barnier", os negociadores-chefes de Londres e Bruxelas, no final da quarta ronda de negociações.

 

A União Europeia a 27 decidiu desde o início das negociações que só aceita discutir com Londres o quadro do futuro relacionamento, designadamente na área do Comércio, depois de acertados os termos da saída.

 

Na sexta-feira passada, Theresa May propôs à UE um período de transição de dois anos após a saída do Reino Unido do bloco comunitário, e assegurou que Londres irá contribuir no orçamento europeu até 2020, mas sem avançar com números concretos.

 

O montante a pagar pelo divórcio pelo Reino Unido, a gestão da fronteira da Irlanda do Norte, os direitos dos cidadãos europeus e britânicos no pós-'Brexit' e as futuras relações comuns são alguns dos principais temas em debate nas negociações.

 

O Reino Unido deve deixar a UE a 29 de Março de 2019, ou seja, dois anos após o início do processo de divórcio liderado pelo governo conservador de Theresa May. A saída britânica da UE foi ditada por um referendo realizado em Junho de 2016.




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