Economia Melhoria das exportações atenua contracção da economia para 3% este ano

Melhoria das exportações atenua contracção da economia para 3% este ano

O Governo reviu em baixa a estimativa de contracção da economia este ano e estima uma recuperação no próximo ano que dita um crescimento maior do que o anunciado na última avaliação da troika.
Sara Antunes 30 de abril de 2012 às 20:16
O produto interno bruto (PIB) deverá contrair 3% este ano, de acordo com as estimativas do Governo apresentadas hoje. No Orçamento Rectificativo deste ano, entregue no final de Março, o Executivo assumiu uma previsão de contracção de 3,3% este ano, cujo número foi assumido no relatório da terceira avaliação da troika.

Para 2013, a estimativa do Governo aponta agora para um crescimento de 0,6% do PIB, mais do que os 0,3% estimados anteriormente.

As previsões mais animadoras surgem sobretudo do aumento das exportações. Este componente do PIB deverá aumentar 3,4% este ano, contra a previsão anterior de 2%. Em 2013 as estimativas apontam para um aumento de 5,6%, quando anteriormente era de 4,7%.

Quanto aos anos seguintes, as estimativas de crescimento são de 2% em 2014 (menos do que os 2,1% estimados pela troika), 2,4% em 2015 e 2,8% em 2016. Na avaliação da troika consta 1,9% nos dois anos.

Nos anos seguintes as estimativas para as exportações são igualmente mais animadoras do que as últimas previsões – 6,4% em 2014, 6,8% em 2015 e 6,9% em 2016).
Do lado contrário está o consumo privado, cujas previsões são mais negativas do que anteriormente.

O Executivo prevê que o consumo privado desça 6,3%, este ano, uma queda que é mais acentuada do que a estimativa que constava do Orçamento Rectificativo, apresentado no final de Março. Na altura, a previsão de contracção do consumo privado era de 5,8%.

As perspectivas para os anos seguintes são menos negras, com 2013 a representar uma redução de 0,7% do consumo, um valor que é menos negativo do que o anterior pressuposto (0,8%).



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asCetalag7qd 06.11.2016

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Roedor 01.05.2012

Perante más previsões, malha-se no governo; perante boas previsões, malha-se no governo. Há tanta gente que prefere defender-se, não arriscar, não se comprometer, e por isso opta por ser pessimista. Pois, é mais cómodo. Façamos todos pela vida e sejamos optimistas, meus amigos. O passado já lá vai.
(é curiosa a quantidade de "especialistas" que aqui se pronunciam sobre detalhes da economia... concerteza estão na posse de informação privilegiada...)

Zé Povo 01.05.2012

Expliquem lá, como é que temos uma recessão de 3,3% ou 3% este ano, e para o ano já crescemos 0,3% ou 0,6%!?

Então, a economia muda assim de repente de comportamento!? Ou existe algum factor que a está a estrangular agora, e que se pode retirar em qualquer momento, mas que eles só pensam retirar para o ano!?

E porquê só para o ano!? E deixa-se afundar a economia e aumentar o desemprego para níveis inaceitáveis!?

Ó Gaspar, sabes o que te dizemos!?... Nós podemos crescer já este ano!

E tu sabes como! É só retirar a asfixia artificial que nos puseram. No financiamento, austeridade e investimento (ex. QREN)! Não é assim, ó Gaspar!?

E é já este ano! E sem entregar o país ao estrangeiro!

P.S. Mas querem ver que a asfixia não está a ser tão efetiva, e que vão melhorando as previsões!? Portugal tem muito engenho! E vamos conseguir o financiamento (em dinheiro e ou tempo) que vem no Memorandum e que eles não querem cumprir! Para evitar a austeridade a mais! E nem imaginam quanto! E a recessão profunda! Vamos conseguir, e sem entregar o país!

João 01.05.2012

Aos actuais órgãos do Estado falta seriedade, honestidade e evidentemente competência.

Os portugueses têm de ser capazes de resolver isto.

Não podemos estar num Estado de direito e democrático quando uns são prejudicados para outros manterem regalias, de que é um dos exemplos a reposição de carreiras e subsídios aos militares por o Estado ter medo que eles lancem um golpe de Estado, enquanto aos outros só daqui a anos e se houver folga orçamental.

A Constituição foi rasgada e é ao Tribunal Constitucional que compete fiscalizar a Lei.

Qual é amoral da Ministra da Justiça vir para a televisão falar que o País está em bancarrota e depois nomeia pessoas para o gabinete a ganhar fortunas, com direito a subsídios de férias e de Natal e despesas de representação.

O que é isto ? A bancarrota é só no dia que não nomeia ninguém ?

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