Política Monetária Membro do BCE diz que programa de compra de activos tem de terminar “o mais rápido possível”

Membro do BCE diz que programa de compra de activos tem de terminar “o mais rápido possível”

Klaas Knot, governador do banco central da Holanda, defende que o programa de compra de activos do Banco Central Europeu tem de terminar “o mais rápido possível”. E Setembro poderá mesmo marcar o fim do "quantitative easing" do BCE.
Membro do BCE diz que programa de compra de activos tem de terminar “o mais rápido possível”
Ana Laranjeiro 29 de janeiro de 2018 às 08:00

Klaas Knot, governador do banco central da Holanda e membro do conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE), defendeu que o programa de compra de activos da autoridade monetária do euro tem de terminar "o mais rápido possível". Knot, que manifestou a sua posição numa entrevista ao programa Buitenhof este domingo, acredita que não há motivos para que o programa de "quantitative easing" continue.

"O programa já fez aquilo que realisticamente era esperado", afirmou citado pela Bloomberg.

Na última quinta-feira, após o encontro dos governadores do banco central, Mario Draghi, presidente do BCE, deu uma conferência de imprensa na qual não deu detalhes sobre o fim do programa de compra de activos que, desde o arranque do ano, pode adquirir até 30 mil milhões de euros mensais em obrigações. Um programa que vai manter-se, pelo menos, até Setembro deste ano.

"O programa está fixado até Setembro", reiterou Knot. "Não temos de comunicar já que vai terminar depois de Setembro mas penso que é para aí que estamos a encaminhar-nos", acrescentou.

As palavras do governador do banco central da Holanda surgem numa altura em que o mercado especula que será em Junho que o BCE vai dar uma data final para o programa de compra de activos.

Na semana passada, Mario Draghi mostrou-se optimista com a evolução da economia europeia e com a subida da inflação. Ainda assim, Draghi salientou que o BCE não deverá aumentar as taxas de juro em 2018. Em resposta às perguntas dos jornalistas, o presidente do BCE disse que, "com base nos dados existentes actualmente, vejo muito poucas hipóteses de as taxas de juro serem aumentadas de alguma forma este ano".




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