Política Monetária Fed: Decisão de Setembro foi “por um triz”. Caso para subir juros é mais forte

Fed: Decisão de Setembro foi “por um triz”. Caso para subir juros é mais forte

As minutas da reunião do Comité de Mercado Aberto da Reserva Federal dos EUA indicaram que houve responsáveis a pedir uma subida das taxas de juro.
Fed: Decisão de Setembro foi “por um triz”. Caso para subir juros é mais forte
Andrew Harrer/Bloomberg
Rui Barroso 12 de outubro de 2016 às 19:12

Os responsáveis pela política monetária dos EUA divergiram na reunião de Setembro sobre se se deveria ou não subir os juros. E as minutas desse encontro reforçam a probabilidade da Reserva Federal dos EUA subir as taxas de juro em breve.

Nessa reunião, o Comité de Mercado Aberto da Reserva Federal (FOMC) manteve a taxa dos fundos  federais entre 0,25% e 0,50%. Mas a medida não foi consensual. "Três membros preferiam aumentar o intervalo da taxa de fundos federais em 25 pontos base nesta reunião", revelam as minutas da reunião de 20 e 21 de Setembro, divulgadas esta quarta-feira.

E apesar da manutenção dos juros na última reunião ter sido alvo de divisões, o consenso é de que o argumento para uma subida da taxa se fortaleceu. "Os membros concordaram genericamente que o caso para a subida da taxa de política monetária se fortaleceu", referem as minutas.

Explicitam ainda que "foi notado que se poderiam construir argumentos razoáveis tanto para uma subida nesta reunião como pela espera por informação adicional sobre o mercado de trabalho e a inflação". O documento detalha que mesmo entre os responsáveis que defenderam a manutenção da taxa, "vários declararam que a decisão da reunião foi tomada por um triz".

O reconhecimento desse dilema reforça a probabilidade da Fed subir os juros ainda este ano. "Uma subida em Dezembro já estava incorporada pelo mercado e as minutas apenas o confirmam", referiu Melda Mergen, directora de acções dos EUA da Columbia Threadneedle, citada pela Bloomberg.

Adiamentos na subida dos levantam receios sobre credibilidade

Entre os membros que defenderam a manutenção dos juros e o comunicado feito após a reunião de Setembro estiveram Janet Yellen, William C. Dudley, Lael Brainard, James Bullard, Stanley Fischer, Jerome H. Powell e Daniel K. Tarullo. Já os votos contra foram de Esther L. George, Loretta J. Mester e Eric Rosengren.

Esther L. George e Loretta J. Mester expressaram mesmo preocupações "sobre os potenciais efeitos adversos do efeito na credibilidade da comunicação das políticas do Comité se o próximo passo na remoção gradual da política acomodatícia for novamente adiado". Os responsáveis do FOMC "notaram a importância de comunicar de forma clara ao público as condições que garantiriam uma subida da taxa".

"Aparenta que a única forma de Yellen baixar as vozes dos falcões [responsáveis que defendem uma política monetária mais restritiva] foi prometer-lhes uma subida da taxa de juro mais tarde neste ano. E isso significa Dezembro", entende Chris Rupkey, do Bank of Mitsubishi, citado pela Bloomberg. 


(Notícia actualizada às 19:42 com mais informação e com novo título)




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