Função Pública Menos de 15.000 precários do Estado pedem regularização

Menos de 15.000 precários do Estado pedem regularização

Com o prazo para entregar os requerimentos a aproximar-se - termina a 30 de Junho -, os sindicatos temem que o número de adesões fique muito abaixo dos trabalhadores com vínculos precários identificados.
Menos de 15.000 precários do Estado pedem regularização
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 12 de junho de 2017 às 18:49
Numa altura em que faltam três semanas para terminar o prazo, menos de 15.000 trabalhadores deram entrada com o requerimento para aderirem ao programa extraordinário destinado a regularizar os precários do Estado.

Segundo o Público, foram apenas 14.800 os funcionários que manifestaram vontade de aceder ao Prevpap, número dado por José Abraão, coordenador da Federação dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap) e que deixa de fora os pedidos enviados por carta ou entregues em mão.

O responsável disse-se "preocupado" com o número, que fica abaixo dos 116 mil vínculos temporários que o Governo identificou - mas que inclui professores, militares e administração local, trabalhadores não contemplados neste processo de regularização. O prazo para apresentação de requerimentos termina a 30 de Junho.

Esta segunda-feira, 12 de Junho, os sindicatos estiveram reunidos com os secretários de Estado da Administração Pública e do Emprego para discutirem a próxima fase do programa.



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mais votado Anónimo 12.06.2017

A solução é flexibilização do mercado laboral, coisa que já existe em grande medida nas economias mais desenvolvidas mas não em Portugal, e Estado de Bem-Estar Social, coisa que já existe em grande medida nas economias mais desenvolvidas mas não em Portugal porque o Estado de Bem-Estar Social português é só para uma parte da população e por isso temos uma Função Pública (e agora também um sector bancário) de Bem-Estar Social, mas não um Estado. Para a sustentabilidade dos Estados, a competitividade das economias e a equidade das sociedades do mundo desenvolvido, os custos do excedentarismo e da blindagem anti-mercado que o garante e perpétua são incomensuravelmente maiores do que aquele Estado de Bem-Estar Social universal num mercado efectivamente concorrencial e flexível.

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Anónimo 13.06.2017

Portugal tem sentido tanto os efeitos da crise que consolidam a sua posição entre os mais pobres dos ricos e os menos desenvolvidos dos desenvolvidos, por causa de não ter vindo a fazer os despedimentos que devia ter feito e por tê-los substituído por progressões, aumentos e blindagens contratuais absurdas e anacrónicas que os seus pares mais ricos e desenvolvidos souberam desmantelar há muito.

Anónimo 13.06.2017

O PSD+CDS é o único partido em Portugal que pretende fazer o que Macron promete fazer ("Ingressaremos gradualmente numa época em que ter um emprego vitalício baseado em tarefas que não são justificadas será cada vez menos sustentável - na verdade já estamos lá." - Emmanuel Macron) e Schäuble afirma que Schröder já fez na Alemanha ("Alemanha e a França estavam praticamente ao mesmo nível em termos de performance económica em 2003, antes de o antigo chanceler Gerhard Schröder ter implementado uma reforma na área laboral." - Wolfgang Schäuble). Uma maioria de cidadãos em Portugal quer um Portugal cada vez mais pobre, atrasado, injusto e dependente. São opções. Más, é certo, mas não deixam de ser opções.

Ze nabo 12.06.2017

Amigo, enfia o bem estar social no cú e leva-o contigo para o mundo desenvolvido! O careca drogado cara de velha aziado farsola de massama nunca mais la entra! Eu sei, os cornos já crescem desde o final de 2015...lolol

surpreso 12.06.2017

Têm que se inscrever no Largo do Rato,Palácio rosa

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