Economia Mercado europeu das drogas vale mais do que vendas mundiais de música

Mercado europeu das drogas vale mais do que vendas mundiais de música

O mercado das drogas ilícitas na União Europeia vale cerca de 24 mil milhões de euros por ano, mais do que as vendas mundiais de música num ano, indica o Relatório Europeu Sobre Drogas 2017, divulgado esta terça-feira.
Mercado europeu das drogas vale mais do que vendas mundiais de música
Lusa 06 de junho de 2017 às 12:04
"De acordo com uma estimativa conservadora, o mercado retalhista de drogas ilícitas na União Europeia valia 24 mil milhões de euros em 2013 (margem provável de 21 mil milhões de euros a 31 mil milhões de euros)", refere o documento.

Num ano, neste caso em 2016, as vendas de música em todo o mundo atingiram os 15,7 mil milhões de dólares (cerca de 14,5 mil milhões de euros).

Na última década, o mercado de droga na União Europeia (UE) assistiu a um desenvolvimento de mercados 'online', com a emergência de tecnologias ligadas à internet, que coexistem em paralelo com o mercado físico de drogas.

Vendedores 'online' usam a internet comum - 'de superfície' - para venda de químicos ainda não controlados, de novas substâncias psicoactivas ou de medicamentos falsificados ou contrafeitos.

Há ainda vendedores que trabalham na internet oculta, através de mercados privados e apoiados por tecnologia que esconde as identidades do comprador e do vendedor.

"Estes mercados partilham características com mercados em linha legítimos, como o eBay e a Amazon, permitindo aos utilizadores pesquisar e comparar produtos e vendedores. São utilizadas várias estratégias para ocultar as transacções e a localização física dos servidores", indica o relatório do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência.

A Europa regista todos os anos mais de um milhão de apreensões de drogas ilícitas, tanto a consumidores como a traficantes e produtores.

A 'cannabis' é a droga com maior número de apreensões, correspondendo a 70% do total. Segue-se a cocaína, depois as anfetaminas, a heroína e o 'ecstasy'.

Em 2015, Espanha, França e Reino Unido foram responsáveis por mais de 60% das apreensões feitas na UE.

Só a cocaína representa um valor mínimo de 5,7 mil milhões de euros no mercado de retalho na UE e, em 2015, foram comunicadas mais de 87 mil apreensões desta droga.

Portugal, Bélgica, Espanha, França e Itália representam 78% da estimativa de 69,5 toneladas apreendidas.

"Embora Espanha (22 toneladas) continue a ser o país que apreende mais cocaína, a Bélgica (17 toneladas) e a França (11 toneladas) apreenderam quantidades muito grandes em 2015, e foram comunicados aumentos consideráveis nos volumes apreendidos na Bélgica, na Alemanha e em Portugal, em comparação com o ano anterior", indica o relatório.



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mais votado Anónimo 06.06.2017

Dinheiro sujo, de origem criminosa, deve ser rechaçado e a sua origem deve ser averiguada. A substituição do actual código fiscal por uma Automated Payment Transaction tax (formulada e defendida nos EUA por Edgar L. Feige) em paralelo com a implementação de uma sociedade sem numerário, acabaria com muitos crimes económicos e financeiros, com a evasão fiscal, e com as maiores redes de todo o tipo de criminalidade organizada.

comentários mais recentes
Black Fraude 06.06.2017

Parece uma ótima alternativa para diversificar o mercado a espalhar pedradas

Conselheiro de Trump 06.06.2017

Ja e muito maior a bicha para ir comprar droga nos sitios legais do que ir pagar a agua no IDAQUA.

Anónimo 06.06.2017

Por ser um mercado de 24 mil milhões é que as cabeças pensantes não querem dar aos Estados o monopólio da produção e distribuição de droga a quem for um comprovado dependente químico. Se valesse 24 mil euros ou desse prejuizo, já estava empurrado para o Estado há anos...

Anónimo 06.06.2017

Dinheiro sujo, de origem criminosa, deve ser rechaçado e a sua origem deve ser averiguada. A substituição do actual código fiscal por uma Automated Payment Transaction tax (formulada e defendida nos EUA por Edgar L. Feige) em paralelo com a implementação de uma sociedade sem numerário, acabaria com muitos crimes económicos e financeiros, com a evasão fiscal, e com as maiores redes de todo o tipo de criminalidade organizada.

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