Política Monetária Mercado vê Fed menos agressiva na subida dos juros após crise em Washington

Mercado vê Fed menos agressiva na subida dos juros após crise em Washington

Os analistas baixaram as probabilidades de uma subida dos juros em Junho para 65%, e já têm dúvidas sobre um terceiro aumento este ano.
Mercado vê Fed menos agressiva na subida dos juros após crise em Washington
Bloomberg
Rita Faria 18 de maio de 2017 às 19:04

A instabilidade política em Washington não deverá demover a Fed de seguir com a normalização dos juros nos Estados Unidos. Mas poderá motivar um abrandamento no ritmo de subidas.


Os analistas
 ainda acreditam que a Fed anunciará um novo aumento na próxima reunião de 13 e 14 de Junho, mas já têm dúvidas sobre uma terceira subida este ano.

 

Segundo avança a Bloomberg, a probabilidade apontada pelos traders de um aumento em Junho baixou de 85% (a 9 de Maio) para 65%, enquanto a probabilidade de uma terceira mexida este ano já está bem abaixo de 50%.

 

Em Março, a entidade liderada por Janet Yellen subiu os juros para o intervalo entre 0,75% e 1% e sinalizou mais dois aumentos este ano. A de Março foi a terceira subida desde o início da normalização dos juros, em Dezembro de 2015. 

 

Nessa altura, os responsáveis da Fed anteciparam que a economia cresceria 2,1% este ano e no próximo, um valor superior ao da anterior projecção de 1,8%. Consideraram também que uma taxa de desemprego de 4,7% era equivalente a pleno emprego (a taxa de desemprego caiu para 4,4%, em Abril).

 

"Se a economia continuar a crescer acima de 2% e o mercado de trabalho a apertar, não vejo nenhuma razão para a Fed se desviar do caminho que tem seguido", afirma Peter Hooper, economista-chefe do Deutsche Bank Securities Inc, acrescentando, porém, que uma forte queda do mercado de acções ou uma reversão da confiança dos consumidores poderá alterar o cenário.

 

Esta quinta-feira, os principais índices norte-americanos estão a recuperar terreno, depois de terem registado ontem a maior queda em oito meses. A motivar a desvalorização esteve o clima de desconfiança que envolve o presidente norte-americano depois de este ter demitido o director do FBI James Comey – que, segundo avançou o The New York Times, foi pressionado para encerrar a investigação ao antigo conselheiro de Segurança Nacional Michael Flynn – e de ter alegadamente revelado informações confidenciais a membros do Kremlin, numa reunião realizada na Casa Branca, na semana passada.


A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Conselheiro de Trump Há 6 dias

Estar tudo a ficar Fed(ido),e sem melhoras ha vistas.Mais uma balanca obsoleta.Mudam-se os tempos,mudam-se as balancas.

pub
Saber mais e Alertas
pub
pub
pub