Obrigações Ministério das Finanças: Subida do rating em dois níveis foi uma estreia

Ministério das Finanças: Subida do rating em dois níveis foi uma estreia

"Nunca antes uma das três principais agências de rating tinha decidido, num só momento, aumentar em dois escalões a avaliação da dívida soberana portuguesa", sublinha o Ministério das Finanças.
Ministério das Finanças: Subida do rating em dois níveis foi uma estreia
Negócios 15 de dezembro de 2017 às 21:21

O Ministério das Finanças congratulou-se, em comunicado, com a decisão da Fitch de elevar em dois níveis a classificação da dívida de Portugal, de BB+ para BBB. "Nunca antes uma das três principais agências de rating tinha decidido, num só momento, aumentar em dois escalões a avaliação da dívida soberana portuguesa", salienta.

 

"Esta classificação reflecte o trajecto de controlo da despesa pública e de melhoria da balança corrente. É o reconhecimento das opções de política económica do Governo português", afirmou o ministro das Finanças, Mário Centeno (na foto). 

Centeno sublinhou que a magnitude sem precedentes desta reavaliação foi possível, como refere a agência, "pela recente inflexão positiva e estrutural verificada em áreas chave: A robustez do crescimento desde meados de 2016; o dinamismo da criação de emprego e a queda do desemprego para 8,5%; o recente fortalecimento do sector financeiro; a perspectiva constante do cumprimento das metas orçamentais e a firme e sustentável redução da dívida pública que começou a ser registada no corrente ano".

À agência Lusa, Centeno declarou que a melhoria do rating faz com que Portugal entre "numa liga mais relevante".

 

A decisão da Fitch, que se junta às da Standard and Poor’s e DBRS, "coloca a dívida soberana firmemente classificada em grau de investimento", relembra o Ministério no seu comunicado, destacando que "a avaliação positiva alarga a base de investidores na dívida da República Portuguesa e vai permitir a entrada da dívida em mais índices de dívida soberana. Mas além de favorecer as condições de financiamento da República, esta avaliação favorece também as condições de financiamento das famílias e das empresas portuguesas".

 

"O Governo acreditou, sempre, que os esforços levados a cabo por Portugal ao longo dos anos deveriam colher este reconhecimento atingido com base num modelo económico sólido, equilibrado e inclusivo", acrescenta.

 

Quanto às suas metas, o Ministério das Finanças diz que "o percurso, cada vez mais valorizado por agentes institucionais e privados, deve ser prosseguido".

 

"O Governo reitera o compromisso de dar continuidade à aposta na sustentabilidade da consolidação orçamental e do crescimento inclusivo. Fá-lo-á preservando os sucessos alcançados e aprofundando o esforço reformista, baseado no Programa Nacional de Reformas, orientado para melhorar o potencial de crescimento de Portugal", conclui.




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mais votado Anónimo 16.12.2017

Convém não esquecer que o resgate externo ao excedentarismo e sobrepagamento na banca e no sector público (contribuinte)-dependente em sentido estrito, foi facultado sob condição de se fazerem urgentes e necessárias reformas em termos de mercado de bens e serviços e de factores, incluindo o de capital e o laboral, de modo a que uma correcta e adequada política de gestão de recursos humanos nas organizações portuguesas passasse a ser a norma e não a excepção. Mas para que tal aconteça, toda a corrupção e tráfico de influências que sustentam e alimentam o status quo íniquo e insustentável terão de ser combatidas eficazmente. Caso contrário não sobra dinheiro, nem a crédito, para se investir em Portugal nos muito necessários bens de capital.

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Anónimo 17.12.2017

Só os tolinhos é que fazem festas depois de serem responsáveis por mortes horríveis. Só espero que saiam rapidamente para que se possa fazer um julgamento sério.

Anónimo 16.12.2017

Os tolinhos ou criminosos que andam para aqui a demonstrar a sua total ignorância ou a sua total falta de seriedade em relação ao que se passa com a especulação nos mercados de dívida pública, ao mesmo tempo que se julgam salvos por um governo messiânico, tentem lembrar-se de 2007. Parecia que estava tudo muito bem no reinado socialista em 2007. Mas não estava. O rei ia nu e a monarquia tinha apodrecido por dentro. O governo com a sua campanha de marketing está a ajudar aqueles que se dedicam a especular em títulos de dívida e não prepara a economia portuguesa para enfrentar os desafios da modernidade.

Anónimo 16.12.2017

É uma janela de oportunidade que se abre para especuladores treinados na arte de especular nas suas salas de trading especulativo ganharem muitos milhões. Com a saída da troika e a chegada do PS ao governo, começou a formar-se um mercado nicho para a nova grande hipoteca da República Portuguesa. O irresponsável e marcadamente eleitoralista governo em funções em tudo ajudou a criar esse mercado da ruína e dependência futura dos portugueses. A oferta de dívida excessiva e não reprodutiva tem procura que irá gerar enormes retornos sobre o investimento a quem quiser ganhar com a auto-infligida destruição de Portugal. Não garante absolutamente nada em termos de sustentabilidade da dívida lusa, sustentabilidade futura do Estado ou em termos de um futuro bom para a economia portuguesa e a sua população, para as quais de resto estes especuladores se estão literalmente a marimbar. O dinheiro não dorme. Que durmam então os portugueses que não percebem isto nem irão ver isto chegar outra vez.

Anónimo 16.12.2017

Vamos ouvir excelentes elogios ao governo e à dívida portuguesa por parte de todas aquelas instituições que já aplicaram o dinheiro na dívida que Portugal emite. De outras instituições, que não estão a especular com a nossa dívida, os avisos e recomendações continuam enquanto se justificar. Os que já investiram têm meios ao seu dispor para especular propagandeando, tendo também muito a ganhar com o número de prestidigitação do governo das esquerdas, e agora só vão emitir comunicados favoráveis a dizer maravilhas da dívida portuguesa emitida pelas autoridades e até da genialidade do governo em funções enquanto não venderem com mais valias. Querem espalhar confiança nas políticas que nós sabemos serem erradas do governo socialista e pressionar os juros para baixo, ou seja, querem o valor dos títulos a ir para cima para venderem antes de se começar a falar novamente no novo resgate à República Portuguesa. Há muito dinheiro a ganhar com o hipotecar do futuro dos portugueses. Siga a festa.

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