Política Ministra da Administração Interna demite-se

Ministra da Administração Interna demite-se

A ministra da Administração Interna apresentou a sua demissão ao primeiro-ministro. O pedido foi feito "em termos que não posso recusar", revela António Costa num comunicado à comunicação social.
Ministra da Administração Interna demite-se
Miguel Baltazar
Sara Antunes 18 de outubro de 2017 às 09:04
Constança Urbano de Sousa apresentou a sua demissão ao primeiro-ministro, que já aceitou e agradeceu a dedicação e empenho com que a ministra serviu o país.

"A ministra da Administração Interna apresentou-me formalmente o seu pedido de demissão em termos que não posso recusar", revelou o primeiro-ministro numa nota à comunicação social enviada esta quarta-feira, 18 de Outubro, de manhã.

 

"Quero publicamente agradecer à professora doutora Constança Urbano de Sousa a dedicação e empenho com que serviu o país no desempenho das suas funções", adianta a mesma nota.


António Costa aceita assim o pedido de demissão da ministra da Administração Interna que estava sob os holofotes desde Junho, quando os incêndios que deflagraram em Pedrógão Grande provocaram a morte a 64 pessoas.

 

O pedido de demissão de Constança Urbano de Sousa foi apresentado ainda na terça-feira, 17 de Outubro, pode ver-se na carta que a ministra enviou ao primeiro-ministro, onde diz que não apresentou a sua demissão mais cedo por uma questão de lealdade. Mas admite que pediu a sua demissão "insistentemente" logo a seguir à tragédia de Pedrógão Grande.

 

Esta manhã a RTP tinha noticiado que o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, tinha apresentado o seu pedido de demissão. A estação de televisão adiantava que o pedido teria sido feito às 2:00.


A estação de televisão pública não revelava onde obteve a informação, mas adiantava que ainda hoje poderia haver mais demissões no Ministério da Administração Interna.

Entretanto o Governo desmentiu a demissão do responsável, para cerca de uma hora mais tarde anunciar a demissão da ministra.

 

A saída de Constança Urbano de Sousa surge no âmbito dos incêndios que decorreram esta semana, que causaram pelo menos 41 mortos. Um número que se junta às 64 vítimas mortais dos incêndios de Pedrógão Grande, em Junho.

 

Ontem, o Presidente da República exigiu que o Governo assumisse todas as responsabilidades neste caso. Marcelo Rebelo de Sousa, que esta terça-feira à noite fez uma declaração ao país, exigiu ainda responsabilidades a todos os partidos com assento parlamentar, pedindo que se "clarifique se quer ou não manter em funções o Governo". Isto numa altura em que se sabe que o CDS vai avançar com uma moção de censura ao Executivo liderado por António Costa.

 

(Notícia actualizada às 09:19 com mais informação)



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mais votado Anónimo Há 3 dias

O excedentarismo e sobrepagamento eleitoralistas, podem ser, para além de manifestamente íniquos e insustentáveis como já se sabia, assassinos. Quem os defende pactua com os criminosos.

comentários mais recentes
Grande Pedro das 10:31 Há 3 dias

O seu comentario das 10:31 diz toda a verdade sobre o Costa!
E depois anda ai um imbecil nos comentarios a ameacar que o PR Marcelo (eleito por maioria ABSOLUTA, em sufragio DIRECTO), vai de vela!!! TIPICA AMEACA DE ESQUERDISTA RESSABIADO!
XIQUELIMAO@GMAIL.COM SABEMOS QUE ES TU!

Anónimo Há 3 dias

É resultado de Portugal ter atingido o nível mais baixo de investimento público em percentagem do PIB desde 1960, numa altura em que tão grandes transformações nas sociedades, assentes no capital com elevada incorporação de tecnologia que poupa grandemente em factor trabalho elevando a produtividade, a competitividade, a eficiência e a economia de produtos, tarefas e processos, se está a dar em toda a parte. A assinatura de mais este triste descalabro, claro está, é a do PS e da sua geringonça das esquerdas unidas.

O negocio dos fogos tem que acabar. Há 3 dias

Os incendiários tem liberdade do isqueiro até quando ? A direi-talha não fala deles,não ganham nos votos,mas ganha nas fogueiras,hipócritas saloia o povo já não se deixa enganar é sábio e inteligente.

Anónimo Há 3 dias

A situação da Ministra era insustentável. A população em choque e traumatizada o PR fez o discurso adequado. O PM tem q enfrentar uma situação sensível e muito complicada. Lobbies, Caos Florestal de décadas, população envelhecida q já não pode cuidar das terras. É preciso estar rodeado dos melhores.

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