Economia Ministra: "O fácil para mim seria a demissão. Acha que o problema estava resolvido?"

Ministra: "O fácil para mim seria a demissão. Acha que o problema estava resolvido?"

Constança Urbano de Sousa defendeu que um "Portugal sem incêndios depende de cada um de nós". A ministra da Administração Interna diz que é necessário fazer uma reflexão sobre o novo sistema de protecção civil.
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Diogo Cavaleiro 16 de outubro de 2017 às 11:44

"O fácil para mim seria a demissão. Seria fácil. Acha que o problema estava resolvido?" Foi assim que Constança Urbano de Sousa, ministra da Administração Interna, reagiu a uma pergunta sobre se se sentia confortável em manter-se em funções, após a confirmação de 27 mortos nos incêndios de domingo, 15 de Outubro, após a tragédia de Pedrógão Grande, que matou 64 pessoas em Junho passado.

"Ia-me embora, ia ter as férias que não tive. Ia resolver o problema? Não, não ia!", continuou a governante, numa conferência de imprensa esta segunda-feira. "Acho que não é o momento para a demissão. É o momento para a acção".

Inicialmente, a ministra nem se tinha estendido sobre a hipótese da sua manutenção em funções. Quando questionada pela primeira vez sobre se iria avançar para a demissão, a ministra respondeu: "Neste momento, estou aqui empenhada em trabalhar, a viver uma situação absolutamente extraordinária. Estou aqui a trabalhar e a acompanhar a situação". Foi também desta forma que o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, referiu-se aos mais de 500 incêndios que ocorreram em Portugal este domingo: "uma terrível combinação de fenómenos extremos".

A governante referiu que há vários trabalhos pela frente no combate aos incêndios, continuando um raciocínio já ontem referido pelo primeiro-ministro: "O que está a falhar, já falha há muito tempo: é a prevenção estrutural. É preciso trabalhar nesse domínio".

Constança Urbano de Sousa referiu a necessidade de "fazer uma reflexão séria sobre adequação do sistema de protecção civil" e a sua ligação às situações climatéricas extremas que têm vindo a ocorrer, nomeadamente a proporção de bombeiros voluntários face ao total. A ministra sublinhou, contudo, que este não é um tema unicamente português, referindo-se aos incêndios que também deflagraram na Galiza, Espanha.

Apesar disso, a responsável governamental pela pasta da Administração Interna referiu que o trabalho de prevenção de incêndios depende de todos, como já tinha sido defendido pelo secretário de Estado Jorge Gomes: "Apesar de todas as proibições [continuam a acontecer queimadas]. Cada um de nós, os cidadãos, tem de comportar-se em conformidade. Portugal sem incêndios depende de cada um de nós", disse Constança Urbano de Sousa, em declarações transmitidas pelos canais de televisão.

 

 

(Notícia actualizada às 12:10 com mais informações)




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