Política Ministra: "Pedi insistentemente" a Costa para sair logo a seguir a Pedrógão

Ministra: "Pedi insistentemente" a Costa para sair logo a seguir a Pedrógão

Na carta de demissão, Constança Urbano de Sousa afirma que pediu “insistentemente” a Costa para abandonar o Governo e que o primeiro-ministro travou a demissão. A ministra, que diz não ter saído antes por lealdade, considera agora que estava em causa a sua "dignidade pessoal". Leia a carta de demissão na íntegra.
Ministra: "Pedi insistentemente" a Costa para sair logo a seguir a Pedrógão
Miguel Baltazar/Negócios
Catarina Almeida Pereira 18 de outubro de 2017 às 09:22

Constança Urbano de Sousa, que publicamente sempre defendeu que a sua demissão não resolveria o problema, revela numa carta ao primeiro-ministro, divulgada esta quarta-feira pelo Governo, que desde a tragédia de Pedrógão Grande pediu "insistentemente" a António Costa para abandonar o Governo.

A demissão da ministra da Administração Interna foi anunciada esta quarta-feira, 18 de Outubro. O pedido foi apresentado, segundo António Costa, de uma forma que o primeiro-ministro "não poderia recusar".

"Logo a seguir à tragédia de Pedrógão pedi, insistentemente, que me libertasse das minhas funções e dei-lhe tempo para encontrar quem me substituísse, razão pela qual não pedi, formal e publicamente, a minha demissão. Fi-lo por uma questão de lealdade", lê-se na carta dirigida ao primeiro-ministro, com data de terça-feira, 17 de Outubro.

"Pediu-me para me manter em funções, sempre com o argumento que não podemos ir pelo caminho mais fácil, mas sim enfrentar as adversidades, bem como para preparar a reforma do modelo de prevenção e combate a incêndios florestais", conforme viesse a ser proposto pela comissão independente. "Manifestou-me sempre a sua confiança, o que naturalmente reconheço e revela a grandeza de carácter que sempre reconheci".

Constança Urbano de Sousa afirma que só aceitou manter-se em funções desde Junho "com o propósito de servir o País e o Governo".

Na carta, explica que depois da tragédia deste fim-de-semana voltou a pedir a demissão, já que "apesar de esta estratégia ser fruto de múltiplos factores", considerou que não tinha condições políticas e pessoais para continuar.

"Tendo terminado o período crítico desta tragédia e estando já preparadas as propostas" a discutir no Conselho de Ministros no sábado, "considero que estão esgotadas todas as condições para me manter em funções, pelo que lhe apresento agora, formalmente, o meu pedido de demissão, que tem de aceitar, até para preservar a minha dignidade pessoal".

"Estão esgotadas todas as condições para me manter em funções, pelo que lhe apresento agora, formalmente, o meu pedido de demissão, que tem de aceitar, até para preservar a minha dignidade pessoal". Constança urbano de SousA

A Ministra da Administração Interna apresentou-me formalmente o seu pedido de demissão em termos que não posso recusar.
António COsta







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mais votado Anónimo Há 2 dias

Para financiar 100 mil excedentários no sector público português e subsidiar muitos milhares na banca nacional, juntamente com todos os gastos em consumíveis, equipamentos e infraestruturas que isso acarreta, não sobram recursos ou imaginação e arte suficientes para prevenir, remediar e combater atempada e adequadamente estas tragédias da forma mais económica e eficiente possível.

comentários mais recentes
Anónimo Há 1 dia

Tá-se mesmo a ver que a carta foi redigida pelo Costa. Vejam bem à palhaçada e à bandalhice a que chegámos, uma carta de suposta demissão duma suposta ministra assinada por alguém que ninguém conhece. Cartas dessas com uma assinatura dessas qualquer um faz. Se quiserem eu faço uma do Costa a pedir a demissão ao Marcelo. Isto virou um país de gente doida!

KANEKO Há 1 dia

Pediu insistentemente a Kosta para ir passar férias. E, afinal já muito tempo que devia ter tido a guia de marcha.

Anónimo Há 1 dia

E AGORA COSTA??? QUEM VAI SER O PRÓXIMO MEXILHÃO

Anónimo Há 1 dia

O excedentarismo e sobrepagamento eleitoralistas, podem ser, para além de manifestamente íniquos e insustentáveis como já se sabia, assassinos. Quem os defende pactua com os criminosos.

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