Economia Ministro da Defesa assume "responsabilidade política" pelo assalto a paióis em Tancos

Ministro da Defesa assume "responsabilidade política" pelo assalto a paióis em Tancos

O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, assume a "responsabilidade política" após o furto de material de guerra em Tancos pelo "simples facto de estar em funções".
Ministro da Defesa assume "responsabilidade política" pelo assalto a paióis em Tancos
"Assumo a responsabilidade política pelo simples facto de estar em funções", disse o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, a propósito do furto de material de guerra em Tancos.
Marta Poppe
Lusa 01 de julho de 2017 às 12:57

"Assumo a responsabilidade política pelo simples facto de estar em funções", disse Azeredo Lopes, ministro da Defesa, sobre o furto de material de guerra em Tancos, em declarações à margem das comemorações do 65.º aniversário da Força Aérea Portuguesa, que decorre este sábado em Castelo Branco.

"O simples facto de estar em funções, implica uma responsabilidade quotidiana e não é agora que eu me vou escusar a ela. O que chamo a atenção é para a natureza distinta das circunstâncias que envolvem este caso. Pelas circunstâncias pelas quais directamente eu respondo, procurei esclarecer e procurei explicar", sustentou.

 

Já quanto às restantes responsabilidades, Azeredo Lopes explicou que, como já teve ocasião de dizer e, "sem presumir nada, terei de esperar pelas conclusões do inquérito interno" e garantiu que elas vão existir.

 

"Vou ter de esperar pelas conclusões da auditoria (...) e vou também esperar pela reflexão que, necessariamente, também promoverei junto das chefias dos três ramos [das Forças Armadas], para que possamos, trabalhando em conjunto, encontrar forma de este tipo de situações poder ser detectado mais cedo e, em segundo lugar, podermos evitar a sua repetição", disse.

 

O governante explicou que a gravidade da situação foi afirmada desde o início e adiantou que não é a circunstância de comunicar a situação aos diferentes países com quem Portugal se relaciona que a agrava ou que a diminui.

 

"Do que se tratou foi, imediatamente, pôr em acção um conjunto de mecanismos que, não podendo evitar aquilo que aconteceu, permitissem, pelo menos, dar a conhecer àqueles que precisavam de conhecer este facto a circunstância do furto que ocorreu em Tancos", afirmou Azeredo Lopes, tendo em conta que a abertura de fronteiras torna possível que os autores do furto já não estejam no território nacional.

 

"Manda a lealdade e o esforço comum do combate a este tipo de tráficos e de combate às ameaças à nossa segurança e à segurança dos países que connosco colaboram, foi essa a circunstância que determinou imediatamente dar a conhecer os processos normais", frisou.

 

Questionado sobre o facto de o sistema de videovigilância estar inoperacional há dois anos, o governante confirmou esse facto, mas adiantou que foram tomadas medidas.

 

"Foi tomada, desde logo, uma medida já efectivada, aliás de autorização de realização de despesa, bem para cima de 300 mil euros, para reforço e consolidação das vedações que garantiam protecção exterior destes equipamentos. Em segundo lugar, foi inscrita, e isso é demonstrável na lei de programação militar, uma verba 95 mil euros, para execução em 2017, de um novo sistema de videovigilância", explicou.

 

Já quanto aos restantes paióis, disse que, "feliz ou infelizmente, é sempre depois da ocorrência dos factos que nós reforçamos as medidas de protecção e esse reforço (...) foi determinado imediatamente pelas chefias militares".

 

José Azeredo Lopes adiantou que vai ao parlamento e ali dará as respostas às questões que os deputados entenderem colocar.

 

O Exército revelou na sexta-feira que entre o material de guerra furtado na quarta-feira dos Paióis Nacionais de Tancos estão "granadas foguete anticarro", granadas de gás lacrimogénio e explosivos, mas não divulgou quantidades.

 

"Para além das granadas de mão ofensivas e das munições de 9 mm, foram também detectadas as faltas de granadas foguete anticarro, granadas de gás lacrimogéneo, explosivos e material diverso de sapadores, como bobines de arame, disparadores e iniciadores", indicou o Exército.

(Notícia actualizada às 14:12)




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mais votado Anónimo 01.07.2017

O dinheiro que se desperdiça com empresas públicas com excesso de custos salariais como a CGD e a CP ou com o excedentarismo no sector público em sentido lato, dava para investir num bom sistema de segurança, alarme e video-vigilância nos paióis e arsenais portugueses assim bem como em meios aéreos adequados ao combate a fogos e em equipamento para limpar uma boa faixa de mato junto às estradas do nosso território.

comentários mais recentes
Anónimo 01.07.2017

Esta tragédia é sintomática da quebra do investimento público em bens de capital, numa altura em que o investimento público em % do PIB em Portugal atingiu um mínimo desde 1960. Não fazer uma boa gestão de recursos humanos promovendo o excedentarismo e fazendo do despedimento um tabu, dá nisto.

Anónimo 01.07.2017

Para salvar o excedentarismo de carreira ou a alocação vitalícia de factor produtivo trabalho sem qualquer procura e justificação no sector público o governo PS reduziu o investimento público em áreas muito importantes com crescente procura e incontestável pertinência. Eis aqui uma dessas áreas. É isto e o INEM à noite em muitas cidades que está a ser desmantelado por esse país fora... Viva a Frente Comum. Viva o socialismo lusitano e o fim da austeridade.

Anónimo 01.07.2017

A incompetência, o dolo e o desleixo subjacentes aos escândalos de Tancos e Pedrógão são reflexo da incompletude das reformas sugeridas a Portugal pelo FMI, a União Europeia e a própria OCDE. Se o excedentarismo continuadamente subsidiado e o sobrepagamento bem acima do preço de mercado, têm a primazia por parte do poder político e da sociedade em geral, com prejuízo para o investimento reprodutivo, a inovação e o empreendedorismo capazes de criar valor, Tancos, Pedrógão e o 6 de Abril de 2011, serão sempre o corolário lógico de tais opções políticas e desígnios populares.

OS PERIGOS DA DIVERSIDADE 01.07.2017

A.Costa é um exemplo da diversidade q não assimilou todos os n/valores e os valores europeus. Exigir ao JSeguro o q não exigiu a si próprio é ter falta de seriedade, falta de ética e de carácter, q são coisas de gente e países civilizados q ele acha q não tem de cumprir.

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