Conjuntura Ministro da Economia quer "celebrar" crescimento, mas avisa que "isto não chega"

Ministro da Economia quer "celebrar" crescimento, mas avisa que "isto não chega"

Manuel Caldeira Cabral destacou que o registo do primeiro trimestre "não vem de estímulos públicos exagerados", alertando ainda que "não chega relançar a economia no curto prazo". 
Ministro da Economia quer "celebrar" crescimento, mas avisa que "isto não chega"
António Larguesa 16 de maio de 2017 às 10:20

O ministro da Economia destacou esta terça-feira, 16 de Maio, que o crescimento económico de 2,8% registado no primeiro trimestre deste ano "deve ser celebrado". 

 

Destacando que foram "números que surpreenderam a todos e que superaram as previsões feitas há uns meses", Manuel Caldeira Cabral sublinhou que este comportamento foi "puxado pelas exportações", que aumentaram 17%, em termos homólogos, nos primeiros três meses do ano. 

 

Tal como o INE tinha revelado na segunda-feira, 15 de Maio, o PIB de Portugal cresceu 2,8% no primeiro trimestre deste ano, o que representa o ritmo mais rápido desde o último trimestre desde 2007.

 

Na abertura do Encontro Nacional de Inovação da COTEC, em Matosinhos, o governante lembrou ainda o aumento do emprego e do investimento neste período e que esta aceleração do crescimento "não vem de estímulos públicos exagerados, mas foi acompanhada por melhorias no défice público e no saldo externo, que continuou a melhorar no início deste ano".

 

No entanto, alertou ainda o membro do Executivo socialista, "isto não chega". "Não chega relançar a economia no curto prazo para depois ficar parada no médio prazo", insistiu Caldeira Cabral, frisando a importância da inovação e da transferência de tecnologias para as empresas portuguesas. 

 

No curto discurso de abertura do encontro desta manhã no CEiiA, que tem como tema "inventar o futuro - liderar pela inovação colaborativa", o presidente da COTEC Portugal, Francisco de Lacerda, sustentou que "a inovação faz as empresas mais robustas e cria melhores empregos e mais bem pagos", admitindo que "isto hoje já não é uma novidade, como era há 14 anos", quando esta associação empresarial foi fundada. 






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mais votado Anónimo 16.05.2017

Letónia com um crescimento do PIB de 3,9%, Portugal com um crescimento do PIB de 2,8%. A diferença de 1,1% na taxa de crescimento do PIB entre as duas economias da UE explica-se pelo grau de profundidade das suas reformas laborais, fiscais e administrativas. É um caso gritante dos muitos malefícios que a esquerda portuguesa no poder causa a Portugal. "The programme examines the contrasting fortunes of two EU economies – Latvia and Portugal." www.euronews.com/2015/09/15/how-do-countries-decide-how-much-they-can-afford-to-borrow" www.euronews.com/2015/09/15/how-do-countries-decide-how-much-they-can-afford-to-borrow

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Anónimo 17.05.2017

Aumentos da despesa pública, da inflação, entrada M$$$ recapitalização/venda de bancos, promessas de investimento sem nada investido, tudo isto fez subir o PIB. Casos dos M$$$ na CGD/Novo Banco, das promessas de investimentos em M$$$ fizeram aumentar no mesmo valor o PIB. Tudo virtual para enganar.

Anónimo 16.05.2017

A Alemanha não é do nosso campeonato económico. A Letónia era do campeonato abaixo e já te papou tuga estúpido e bandido de megafone na mão no 1ª de Maio.

Anónimo 16.05.2017

Alemanha com um crescimento do PIB de 1,7%, Portugal com um crescimento do PIB de 2,8%. A diferença de 1,1% na tx de crescimento do PIB entre as duas economias da UE explica-se pelo grau de profundidade das suas reformas laborais, fiscais e administrativas. Caso gritante dos benefícios da esquerda

Anónimo 16.05.2017

Anónimo, o que te impede de emigrares para a Letónia? Não gostas do teu país, nunca disseste nada de bom acerca de Portugal, arranjas dezenas e dezenas de países melhores que Portugal..Não gostas de nós, e nós também não gostamos de ti! Por favor, vai embora deste País!

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